A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

No filme “O Estranho Mundo de Jack”, o protagonista Jack é um esqueleto que vive na Cidade do Halloween. Certo dia, por acaso, acaba atravessando um portal que o leva a Cidade do Natal onde fica encantado com o espírito natalino. Voltando para a sua cidade, tente inserir esse espírito no seu próprio universo e descobre que ninguém consegue compreender de fato o que é o Natal. Fora da ficção, percebe-se um contexto semelhante na questão da consciência ambiental. Dessa forma, observa-se que a problemática é um desafio no Brasil e persiste devido, não só a lenta mudança na mentalidade social, mas também à ineficiência legislativa.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a lenta mudança na mentalidade social presente na questão. Como disse o escritor Shakespeare, “Vamos todos rir das borboletas douradas”. Sob essa lógica, uma borboleta dourada, embora sua beleza, quando rodeada por mariposas, vai continuar tentando ser mariposa. Logo, é possível perceber que a questão ambiental é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, e gera, como consequência, a dificuldade de intervir em um problema como esse sem agir em sua base sociocultural.

Paralelo a isso, surge a questão da ineficiência legislativa, que intensifica a gravidade do problema. Nessa perspectiva, o filósofo John Locke defendeu que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, na questão do meio ambiente, a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema, uma vez que o Estado não cumpre a sua função de garantia que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Torna-se evidente, portanto, que as medidas necessárias são obrigatórias para esse cenário. Logo, é fundamental que as escolas, em parceria com uma prefeitura, promovam um espaço para debates sobre a consciência ambiental no ambiente escolar. Tais eventos podem contar com a presença dos professores e crianças especializadas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas a oferta à comunidade, a fim de que as mais pessoas compreendem questões relacionadas ao meio ambiente e se tornem os cidadãos mais atuantes na busca de soluções. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira e as leis brasileiras deixarão de ser impotentes diante dos costumes, contrariando a proposição de Maquiavel.