A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Na Conferência Ambiental Rio 92, foi proposto pelos países participantes, entre eles o Brasil, o maior esforço em preservar o meio ambiente. Entretanto, ao observar a sociedade brasileira, nota-se a não efetivação da proposta, haja vista que a falta de consciência ambiental constitui-se como um empecilho para o respeito com esses locais. Destarte, faz-se necessário discutir a falta de educação ambiental e o aparecimento de locais ecologicamente desequilibrados como questões relacionadas a falta de consciência sobre os ecossistemas.
Sob primeira análise, é válido elucidar a relevância da didática ambiental para a vida de cada cidadão. Nesse sentido, quando ocorre o ensinamento da importância dos biomas e o correto descarte do lixo, por exemplo, as atitudes dos alunos tornam-se mais prudentes e sensatas. Assim, em virtude da educação ser a arma mais poderosa para mudar o mundo, consoante o ativista Nelson Mandela, a didática sobre a necessidade da consciência ambiental desencadeia a mudança e o aperfeiçoamento da relação entre o homem e o meio, beneficiando, principalmente, a dinâmica mundial, seja ela econômica ou social.
Outrossim, os meios ambientes desequilibrados constituem-se como uma consequência direta da falta da ciência ambiental. Nesse viés, ao observar o aumento da fronteira agrícola,a título de exemplo, é possível perceber as alterações feitas nesses locais, uma vez populações são deslocadas e a cobertura vegetal retirada, prejudicando a ambos. Posto isso, devido aos moradores dessas áreas serem vítimas da instabilidade ambiental, constata-se o não usufruto do direito a locais ecologicamente equilibrados, contido no artigo 225 da Constituição de 1988, já que a dificuldade da fotossíntese e até desertificação de certas localidades não ilustram o exposto.
Portanto, é fucral a mudança das ações e pensamentos dos brasileiros. Logo, urge ao Ministério da Educação investir nas escolas, por meio de verbas mensais destinadas para um fundo de viagem da instituição, a fim de permitir o aprendizado sobre os biomas em contato com eles, através de aulas interdisciplinares voltadas para o conhecimento do funcionamento deles. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em conjunto com ONGs ambientais fiscalizarem os biomas, mediante a escolha de agentes que multem os indivíduos que ajam contra a preservação do ecossistema, com o intuito de diminuir a existência de ambientes ecologicamente desequilibrados. Desse modo, a deliberação feita na Eco 92 será, finalmente, posta em prática no Brasil.