A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 15/01/2021
No filme “Wall-e”, acompanha-se a trajetória da humanidade no espaço, após tornarem a Terra inabitável devido à extrema poluição. De maneira análoga, afirma-se que a falta de consciência ambiental é um grande risco para a preservação da fauna e flora brasileiras. Isso se da, principalmente, pela falta de cumprimento das leis vigentes, bem como a alienação populacional pela mídia.
Primeiramente, expõe-se que por mais que o país tenha base jurídica forte, os agentes fiscalizadores não garantem o cumprimento legal. Congruente a isso, tem-se o pensamento do cientista político Barão de Montesquieu, de que é preferível cumprir leis ruins do que apenas possuir as melhores. Dessa maneira, entende-se que a fiscalização é um ponto crucial na ineficiência da conscientização ambiental brasileira, por possibilitar a persistência dos crimes contra a natureza.
Além disso, é nítida a influência da mídia sobre o cidadão brasileiro. Nesse sentido, pode-se inferir a teoria do filósofo alemão Theodor Adorno, da Indústria Cultural, a qual explica o poder da interferência da esfera imagética nas decisões singulares. Visto isso, compreende-se que o comportamento social, agressivo a natureza, como o consumo irresponsável de recursos e o descarte irregular de dejetos é, muitas vezes, diretamente consequente às imagens observadas pelos espectadores durante o seu entretenimento.
Portanto, após a análise dos fatos, torna-se clara a necessidade de intervenção, a fim de amenizar a problemática exposta. Isso pode ser concluído a partir da criação de campanhas socioeducativas, difundidas nas grandes mídias (televisão e internet), pelos ministérios da Educação e o do Meio Ambiente, responsáveis pela divulgação de informações e pela preservação ambiental, respectivamente. Desse modo, os cidadãos terão mais consciência acerca da problemática e assim, todas as esferas sociais (incluindo os órgãos fiscalizadores) tratarão do assunto com a seriedade necessária.