A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Consoante o filósofo alemão Hans Jonas, “a responsabilidade e a ética do homem devem ser aplicadas para a natureza, uma vez que temos que preservar a vida do planeta não só no presente, mas também no futuro”, isto é, sobrevivência humana depende dos esforços para cuidar do planeta e do seu porvir. Todavia, a consciência ambiental, responsável pelo estímulo à preservação do meio ambiente, não é incorporada por todos os brasileiros, dificultando a proteção efetiva dos ecossistemas.
Em primeiro plano, ressalta-se o atual modo de vida consumista da população como uma das causas da despreocupação com os impactos ambientais. Conforme o sociólogo francês Jean Baudrillard afirma em sua obra “Sociedade do Consumo”, as relações humanas contemporâneas são mediadas pela aquisição massiva de bens, serviços e produtos, o que torna a felicidade travestida em objetos. Nessa conjuntura do consumo crescente, a demanda por matérias-primas aumenta significativamente para atendê-lo, elevando, assim, a devastação de áreas naturais. Destarte, infere-se que os danos ao meio ambiente crescem sem que muitos dos indivíduos os vejam com a sua real gravidade, porquanto os consideram apenas uma etapa para efetivar suas necessidades consumistas.
Sob outro prisma, salienta-se a negligência governamental em promover a consciência ambiental dos cidadãos. Não obstante o Art. 225 da Constituição de 1988 definir que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, o governo não cumpre plenamente o seu papel ao não incentivar, ou fazê-lo precariamente, a preservação da natureza pela população. Por conseguinte, a falta de orientação pela autoridade nacional torna-se um obstáculo à informação e à ação dos brasileiros diante da situação, uma vez que muitos sor4 são instruídos acerca do atual e verídico estado dos ecossistemas nacionais pelo que o governo divulga.
Portanto, diligências são imprescindíveis para reverter tal cenário. Com o fito de promover a informação da população, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente invista em campanhas publicitárias de cunho educativo a serem divulgadas nos principais meios midiáticos do país. Essas, por sua vez, devem incentivar os brasileiros a aderirem o consumo consciente como meio de favorecer a natureza, além da tomada de medidas ambientalmente sustentáveis, a exemplo da recilcagem e da diminuição do uso de plásticos. Dessa forma, será possível que o governo reverta a sua negligência diante da situação e que os cidadãos gradualmente migrem dos hábitos consumistas para os ecossistemicamente benéficos, metamorfoseando o quadro da falta de consciência ambiental presente no Brasil atualmente.