A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Com a Primeira Revolução Industrial, começou-se a explorar a natureza em escala industrial em prol do novo modo de produção nascente, o capitalismo. Neste ínterim, diversos países - entre eles o Brasil - adotaram o modo de produção citado em sua economia. Todavia, os efeitos que o capitalismo trouxe para o meio ambiente são catastróficos. No Brasil, o descaso governamental e o consumismo exacerbado são fatores prejudiciais indissociáveis da realidade tupiniquim. Assim, faz-se necessário adotar uma nova responsabilidade ética, tanto do Governo e das empresas quanto do consumidor para solucionar o impasse.
Em meados do século XVII, ganha força o racionalismo, fundado pelo filosófo-matemático René Descartes, o qual aduz que o homem, através de sua razão, pode dominar a natureza e fazer uso desta para o progresso da humanidade. Esse racionalismo-cartesiamo trouxe mazelas sérias para o mundo, e também para o Brasil, na esfera ambiental. Ademais, percebe-se uma morosidade do Governo brasileiro em resolver a problemática ambiental a fim de mitigar a importância do tema para a sociedade. Por sua vez, a população pouco faz para pressionar o Estado a diminuir os desastres ambientais exploratórios.
A fetichização da mercadoria, segundo Karl Marx, ocorre como uma forma do capitalismo se consolidar e fazer o sujeito consumir cada vez mais, sem se importar com a real necessidade dos produtos. Para isso a Indústria Cultural, termo cunhado por Walter Benjamim, filósofo alemão, faz uso da alienação, coagindo as pessoas a comprarem cada vez mais. Assim sendo, a população brasileira necessita adotar uma nova ética para cobrar ao Estado responsabilidades ambientais.
Portanto, a população deve, por meio de seus representantes (deputados federais) exigir do Executivo a promulgação de leis que endureçam as penas para crimes ambientais, contra as corporações. Além disso, é imprescindível o Governo criar campanhas de conscientização em massa, para serem exibidas nas escolas e nas mídias (TV e redes sociais). Dessa f