A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Os seres humanos são parte importante na composição dos ecossistemas, porque, juntamente com as plantas e demais animais, formam a vida no Planeta Terra. Contudo, ações antrópicas, ao invés de ajudarem a preservar a natureza, estão destruindo-a, entre outros motivos, pela ideia de que ela está a serviço do homem e pela falta de visão do futuro, ambos ligados ao pensamento da produção capitalista. Dessa maneira, é necessário que atitudes sejam tomadas, buscando compreender o meio ambiente em sua totalidade, assim como as consequências que certos atos do cotidiano causam a ele.

Em primeiro plano, é válido ressaltar pontos da história do país e do mundo e o seu papel na exploração ambiental. Para explicar isso, deve-se levar em consideração o período da Revolução Industrial do século XVIII, que, pelo modo de produção capitalista, o homem buscava a maximização dos lucros, extraindo da natureza tudo que fosse necessário para isso, causando muita poluição e desmatamento, sem quaisquer medidas de preservação e proteção. Nesse viés, segundo a Organização Não Governamental denominada World Wide Fund, a humanidade está usando 20% a mais dos recursos ambientais do que o planeta é capaz de repor. Seguindo essa lógica, fica evidente que, sem conscientização ambiental, a natureza não conseguirá suportar tamanha exploração por muito mais tempo.

Em segundo plano, somado à ideia de que o meio ambiente existe para suprir as necessidades de lucro dos indivíduos, tem-se a falta de visão do que as ações de hoje acarretarão à realidade futura. Além dos prejuízos amplamente deixados ao meio, a falta de sustentabilidade provoca efeitos negativos à economia do país. Consoante dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, a perda da biodiversidade custa trilhões de reais todos os anos para o mundo. Assim sendo, é perceptível que, com o passar dos tempos, a natureza estará completamente destruída, da mesma maneira que a economia estará também quando os lucros não compensarem os gastos.

É preciso, portanto, desenvolver ações para a redução da insustentabilidade, reduzindo os malefícios causados pelas pessoas e sentidos pelo ambiente. Para isso, então, o Estado, em conjunto com as ONGs voltadas para esse tema, deve aumentar a fiscalização em todo o território brasileiro, para impedir queimadas, derrubadas, entre outras ações prejudiciais, além de realizar a reimplementação de leis punitivas para aqueles que causam danos e destruição à fauna e flora brasileiras, controlando a maneira como a população faz uso das riquezas naturais da Terra. Se o Governo conseguir controlar os impactos antrópicos nos ecossistemas, poder-se-á existir um mundo menos poluído e menos desmatado, garantindo a preservação dos ricos biomas brasileiros.