A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
No filme “Rio 2”, animação lançada em 2014, é retratada a viagem de uma família carioca de ararinhas-azuis à Floresta Amazônica e, chegando lá, eles encontram um bando de sua mesma espécie que enfrentam desafios da exploração humana para defender seu habitat. Ao longo da trama, a narrativa revela que o desmatamento ilegal da região põe em risco a sobrevivência das espécies que lá habitam. Fora da ficcção, fica claro que a realidade do filme pode ser relacionada àquela do século XXI: a exploração e a captalização ilegal dos recursos naturais e o absentismo de ações governamentais em relação a esses tipos de casos no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante destacar a ausência da atuação do governo na proteção do meio ambiente brasileiro. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas, mais de 10 mil kilômetros quadrados foram desmatados da Amazônia Legal, área de preservação ambiental demarcada por lei. Isso mostra que a atuação do Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos anexos está sendo precária, visto que mesmo a preservação daquela área estar sendo respaldada judicialmente, o monitoramento e penalização dos crimes não estão ocorrendo de forma plena. Assim, o Estado age inconstitucionalissimamente, visto que o artigo 225º da Magna Carta de 1998, prevê o direito à proteção ambiental, o que infelizmente não é evidente no país.
Consequentemente, essa má manutenção da Constituição Federal causa uma falta de sustentabilidade nas empresas, incitando a comercialização de produtos naturais que são protegidos por legislações falhas e criando um mercado altamente lucrativo, o que põe em xeque o ecossistema brasileiro. No primeiro filme da sequência “Rio 2”, “Rio”, por exemplo, duas ararinhas-azuis, espécie com risco imininente de extinção, são roubadas de uma instituição responsável por cuidar delas e reintegrá-las em seu habitat por contrabndistas que pretendiam vendê-las no mercado negro, em troca de uma alta fortuna. Paralelamente, esse tipo de comércio, além de colocar em risco a vida de milhares de espécies, coloca também em risco a vida humana. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio dos órgãos regionais do Brasil responsáveis pela proteção da fauna e flora do Brasil, fiscalizem e apliquem as leis e medidas protetivas e, se necessário, novas soluções legais sejam criadas para manter a ordem ambiental, a fim de proteger o ecossistema brasileiro e criar uma consciência sustentável em quem prejudica-o. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade mais ecológica, que não prejudique o habitat de ararinhas-azuis ou o próprio espaço em que vive.