A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavida, o que se observa na realidade é o oposto do que é pregado por More, uma vez que a questão da falta de consciência ambiental no Brasil não recebe a devida atenção e, muitas vezes, acaba sendo negligenciada pelo poder público. Portanto, é imprescindível a análise dos principais promotores desse quadro nefasto para o país, dentre os quais destacam-se a precária educação ambiental durante a formação escolar dos jovens e a ausência de campanhas publicitárias conscientizadoras.
Em primeira instância, é fulcral pontuar que as práticas para a preservação do meio ambiente são superficialmente abordadas nas instituições de ensino. Em conformidade com a teoria de múltiplas intêligencias, do psicólogo Howard Gardner, o ser humano nasce com um vasto potencial de talentos e a educação falha ao não levar em conta os vários potenciais de cada um. Diante disso, é evidente que as inteligências lógico-matemática e verbal-linguística são prestigiadas em detrimento da naturalista, promovendo a ignorância em relação à necessidade da preservação ambiental. Assim, faz-se necessária a mudança da postura estatal de forma urgente.
Em segunda instância, vale salientar a pouca utilização de campanhas conscientizadoras como um dos principais causadores do problema. De acordo com a Escola de Frankfurt, as peças midiáticas são capazes de exercer notável coerção sobre a massa espectadora. À vista disso, percebe-se que os anúncios possuem a capacidade de elucidar e alertar o corpo social, de maneira abrangente, para a questão da consciência ambiental, influenciando uma parcela considerável da sociedade à prevenir a deteriorização da fauna e flora. Dessa maneira, é indispensável a ampliação dessas publicidades.
Por fim, é indubitável que a falta de consciência ambiental em questão no Brasil precisa ser combatida e minimizada. Urge, então, que o Ministério da Educação, em parceria com as redes de ensino públicas e privadas, propicie o desenvolvimento da consciência ecológica ainda nas escolas, por meio de palestras e atividades interativas, com o intuito de fazer com que os jovens entendam, desde a primeira infância, a importância da conservação do meio ambiente e as consequências da falta dessas práticas. Ademais, é dever da mídia o aumento do fluxo das campanhas elucidadoras, nos canais de televisão abertos e fechados, para que, dessa forma, a sociedade venha compreender a gravidade dessa questão no Brasil e a urgência para a alteração desse cenário. Somente assim, será possível a aproximação com a sociedade retratada por More.