A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Os fatores bióticos e abióticos, vivos e não vivos, estão em interação constante no planeta. No entanto, o ritmo de desgaste dessa biosfera aumentou a partir do início da Primeira Revolução Industrial, de modo progressivo e avalassador. Nesse contexto, ratifica-se cenário semelhante - ausência de preservação dos ecossistemas - na realidade brasileira, acrescido de intensificação de graves intervenções antrópicas. Dessa forma, convém abordar os entraves do poder público e da sociedade civil em relação à falta de consciência ambiental em questão no Brasil.
Primeiramente, observa-se a inabilidade do Governo Federal sobre a preservação dos recursos ambientais, tais como: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia. Prova disso reside na caracterização da Mata Atlântica e do Cerrado como os dois hotspots do país, ecossistemas de alta biodiversidade que se encontram ameaçados de extinção, seguido pelo desmatamento de 80%, aproximadamente, da Amazônia, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse viés, é evidente uma inadequada gestão do Estado e violação da Constituição de 1988, que afirma ser dever dos três entes federativos o cuidado com o meio ambiente. Logo, deve-se refletir e traçar estratégias para reverberar essas ações graves, a partir de políticas públicas sustentáveis.
Por conseguinte, a identifica-se a permanência de atitudes imediatistas e de base econômica na era da globalização, com uma frágil noção de consciência sólida ambiental. Sob essa perspectiva, menciona-se a teoria de Zygmun Bauman, a modernidade líquida: definida pela vivência de relações fluidas, com grande mobilidade e vulnerabilidade de ações no ambiente contemporâneo. Dessa maneira, é oportuno estabelecer o elo dos comportamentos errôneos e líquidos com o agravamento dos problemas ambientais - aquecimento global, chuva ácida e o assoreamento dos rios - que acentuam as instabilidades dos biomas nativos e da biosfera. Assim, é singular o equilíbrio entre o aspecto econômico e o socioambiental, a partir da compreensão do papel do cidadão perante o seu espaço geográfico e de garantir a vida dos descendentes.
Fica clara, portanto, a necessidade de ampliar o nível de consciência e de cuidado para com o meio ambiente. Para isso, o Governo Federal - órgão nacional do poder executivo - deve incentivar a inserção da energia solar nos três setores, por meio de subsídio financeiro ao segundo e ao terceiro (rede privada e sociedade), no intuito de facilitar a implantação dessa fonte energética renovável e, nessa perspectiva mitigar os graves efeitos do aquecimento global. Ademais, o Ministério da Educação deve aumentar a carga horária da referida temática nos escolas públicas e privadas, no sentido de maximizar o grau de discernimento e de solidez, defendido por Bauman, da questão ambiental.