A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 09/01/2021
De acordo com o filosófo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro modernidade líquida ,as relações sociais escorrem “pelos vãos dos dedos”. De maneira análoga a isso, é visto que uma das características que marcam a manipulação da natureza no brasil é o egoísmo e a fluidez, realidade que denota a pouca educação ambiental que as pessoas receberam durante a vida. Nesse segmento, destacam-se dois aspectos importantes: o pouco respeito a sustentabilidade da natureza e a negligência governamental perante o consumo predativo das florestas
Primeiramente, pode-se destacar que a gestão pública foi desatenta quanto à exploração de madeira nas florestas, ainda existem madeireiros clandestinos, leis são necessárias para regulamentar com essa exploração desenfreada com mais rigidez. Desse modo, de acordo com o Código Florestal Brasileiro, o reflorestamento é obrigatório para todos aqueles que fizerem retirada de materia-prima florestal. Dessa forma, existem leis que obrigam o uso sustentável da madeira e derivados, porém , falta uma fiscalização mais rígida por parte do IBAMA nas florestas, para que se evite um consumo desregrado dos recursos naturais, um das causas do problema.
Além disso, pouco se vê programas para conscientização ambiental no país, por ora, o próprio presidente se mostrou despreocupado com os desastres acontecidos nos últimos meses e pouco interessado em solucionar tais problemas. Nesse contexto, de acordo com Thomas Hobbes , “O homem é lobo do próprio homem” , tal situação mostra que o egoísmo e o individualismo são comuns na sociedade brasileira e ,com as pessoas desunidas, conscientizações gerais pouco serão efetivas. Sendo assim, é necessário que o governo foque nas áreas que apresentam ameaças a integridade da natureza, para que se busque um trabalho sustentável por parte das pessoas que ali ganham a vida.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a amenizar a exploração desenfreada das florestas brasileiras. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Meio Ambiente colocar em pauta o reforço das leis de proteção ao meio ambiente existentes, por intermédio de reuniões coletivas e democráticas com as Assembleias Legislativas dos estados mais afetados, a fim de que se aumente a fiscalização das matas , especialmente as nativas. Ademais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve destinar uma maior atenção à construção de bases da Polícia Ambiental em meio a mata, Por meio de uma parceria com o IBAMA e seu eixo trabalhista, com o finalidade de controlar possíveis desvios ocorridos anônimamente ,como tem acontecido no Brasil. Somente assim conseguirão remediar a atual falta consciência ambiental, distanciando-se da realidade distópica proposta por Bauman