A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Historicamente, tem-se conhecimento da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, também conhecida como Rio 92, a qual foi realizada na cidade do Rio de Janeiro, em 1992, e teve como objetivo reunir chefes de Estado para debaterem sobre os problemas ambientais mundiais. Na contemporaneidade, sabe-se que a degradação da natureza continua aumentando, e nenhuma medida totalmente efetiva foi originada dessa reunião. Acerca disso, constata-se que o desmatamento fere a Constituição Federal de 1988, que assegura a proteção do meio ambiente. Nesse contexto, pode-se pontuar sobre os causadores dessa problemática, que diz respeito à excessiva interferência do homem e à banalização da devastação dos recursos ecológicos.                                                                                A priori, convém ressaltar que, segundo a organização Florest Trends, a agropecuária e o corte ilegal de madeira são os principais causadores do desmatamento da natureza no Brasil. Desse modo, estima-se que a agropecuária comercial seja responsável por 70% da destruição de florestas. Com isso, destaca-se que toda destruição ambiental é ocasionada devido às necessidades de consumo do homem, as leis são desrespeitadas pelas grandes empresas e o Estado compactua com tal crime.             A posteriori, outro entrave é a mentalidade retrógrada por parte da sociedade, que age como se a natureza fosse infinita, e banalizam sua destruição. Por certo, tal atitude relaciona-se com o conceito de banalização do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt, pois, segundo ela, quando uma ação maléfica torna-se constante, as pessoas a enxergam com normalidade. Dessa forma, segundo o Greenpeace Brasil, a mediocrização da situação é tão alta que, a cada ano que se passa, o desmatamento na Amazônia cresce, deixando evidente o descaso do governo.                                          Portanto, conclui-se que o desmatamento descontrolado do meio ambiente é uma das grandes problemáticas mundiais, e deve ser erradicado. Nessa perspectiva, é função do Ministério do Meio Ambiente, em junção ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, promover o aumento da fiscalização, por meio de leis, para conter o desmatamento ilegal e monitorar as áreas de floresta. Em adição, a Mídia deve divulgar propagandas que alertem as consequências da banalização desse crime, mediante a comerciais na rede aberta de televisão, com a finalidade de acabar com tal mediocrização.