A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
A lei de conservação da massa, ou Lei de Lavoisier, postula que “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. No Brasil contemporâneo, a falta de consciência ambiental cria na maioria dos indivíduos a autoilusão de que não é necessário se preocupar com o ambiente nem com os impactos das ações antrópicas. Tal ilusão corrobora com inúmeros impecilhos, merecendo um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em primeiro plano, urge analisar o papel da ausência de educação ambiental para a permanência do problema. Sobre isso, o filósofo Arne Ness propõe: “pense como uma montanha”. Sob tal ótica, entende-se que os cidadãos devem pensar em si mesmos como sendo parte da natureza e não superiores a ela. A ausência desse pensamento faz com que as ações humanas deteriorem cada vez mais os ecossistemas, biomas e relevos do país. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução de tal conjuntura.
Outrossim, é válido destacar as consequências do não entendimento do meio onde está inserido. O filósofo Richard Rorty faz a seguinte reflexão: “que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?”. Sob essa perspectiva, entende-se que o crescente número de queimadas e desmatamentos ocorridos no país em 2020, irá gerar impactos as gerações futuras e continuarão ocorrendo se não forem contidos, minimizados e entendidos como um problema que afetará a todos. Torna-se necessária a reconfiguração desse cenário.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, cabe com governo federal, através do Ministério da Educação, incrementar nas Diretrizes Curriculares Nacionais o ensino de educação ambiental para instigar os jovens cidadãos a pensarem nas consequências ambientais de seus atos. Cabe ainda, a sociedade civil organizada, cobrar das autoridades, através de abaixo-assinados e manifestações, a fiscalização e implementação das normas ambientais já promulgadas. Feito isso, tudo se transformará de forma consciente no Brasil.