A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Divulgado em 1987, o Relatório Brundtland é um documento que conceitua desenvolvimento sustentável como o uso do meio ambiente para atender as necessidades da geração atual sem destrui-lo para as próximas gerações. No entanto, o que se vê atualmente, no Brasil, é a falta de consciência ambiental do cidadão médio e, principalmente, das indústrias, sendo um problema causado pelo ilusório pensamento da população sobre infinidade dos recursos naturais do planeta e a prioridade capitalista das grandes corporações acima da responsabilidade com a natureza.
Em primeiro lugar, entende-se que não é responsável ambientalmente uma sociedade medir os efeitos das suas ações apenas pelas consequências a curto prazo. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Platão, no “Mito da caverna”, o homem visualiza uma ilusão enquanto se encontra no mundo sensível, e só descobre a verdade ao atingir o mundo inteligível. Fora da ficção, o corpo social brasileiro é iludido ao pensar na natureza como inesgotável por não sentir o impacto da sua escassez no país atual, pois os efeitos da irresponsabilidade com o planeta já estão se apresentando em algumas partes do mundo, como a população de alguns países da Europa já vivenciando periodicamente a falta de água. Assim, o brasileiro deve repensar seus hábitos em relação ao uso do meio ambiente e entender que a disponibilidade é não finita e que deve-se preservar para não acabar.
Ademais, faz-se imprescindível notar que uma pessoa comum não é a grande vilã no desgaste do ambiente. Nesse viés, o sociológo Émile Durkheim define a sociedade como um corpo biológico por ser, assim como esse, composto por partes que necessitam de funcionamento mútuo. Seguindo essa linha de raciocínio, não basta apenas os indivíduos comuns mudarem as suas ações, pois as empresas são responsáveis pela maior parte do uso e degradação do meio natural, como o uso de mais de mil litros de água para produzir um litro de carne bovina. Dessa forma, o conjunto indivíduo e corporação deve ser modificado de forma coesa para efetivar um correto desenvolvimento do país sem prejudicar nada e ninguém.
Depreende-se, portanto, que a falta de conscientização ambiental no Brasil afetará todas as esferas sociais caso permaneça. Para que a sociedade se torne responsável e entenda a importância da preservação da natureza, urge que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de mudanças nas leis ambientais, modifique as normas de preservação ambiental penalizando ações irresponsáveis de pessoas ou empresas ao meio ambiente com multas. Somente assim, a sociedade brasileira desenvolverá a mentalidade correta e necessária para que as futurasa gerações não sejam prejudicadas pelas ações da população do século XXI, como busca o Relatório de Brundland.