A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Em 1955, o escritor João Cabral de Melo Neto publicou uma obra ´´Morte e Vida Severina``, na qual objetivou promover uma reflexão crítica sobre o problemas sociais brasileiros do século XX. Porém, mesmo que muitos dos relatos contidos no livro não façam mais parte da sociedade contemporânea, o Brasil enfrenta, atualmente, os problemas acerca da falta de consciência ambiental. Nesse contexto é necessário que esses entraves sejam combatidos, por uma fiscalização mais ativa das intituições ambientais e também através da dispersão de conhecimento focado e direcionado numa melhor compreensão da sociedade, em relação a uma maior conscientização e cuidado com a natureza.

Numa primeira análise, é evidente a necessidade de que instituições públicas promovam uma maior segurança e transparência sobre os acontecimentos do meio ambiente, pois  o descuido e a exploração inadequada da natureza atual, reflete, ligeiramente, na vida humana. A esse respeito Zygmunt Bauman conceito o conceito ´´Instituição Zumbi``, segundo o qual algumas entidades - dentre elas o Estado - não estão exercendo suas funções sociais corretamente. Nesse viés, o Ministério do Meio Ambiente se encaixa, perfeitamente, na teoria do sociólogo Polonês, à medida que é ineficiente no processo ativo de cuidado com meio ambiente e no processo passivo de cuidado com a preservação da vida humana. Desse modo, se a falta de fiscalização continuar a humanidade ocasionará seu próprio fracasso natural.

Além das dificuldades institucionais, é essencial ressaltar a falta de entendimento sobre os prejuizos fisiológicos e psicológicos que a sociedade pode sofrer, pelo colapso de desequilíbrio que a natureza gerará se não for preservada. Diante disso, o célebre sociologo Émille Durkhein destacou que o egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade, ou seja, o descuido e a exploração que a sociedade, atualmente, exerce sobre a natureza, muitas vezes, pela simples ganancia, se tornará o principal influenciador das mudanças ambientais irreversíveis do futuro que possivelmente, atingirá em cheio a saúde humano. Nesse viés, para interromper um possivel caos, a sociedade deve parar de pensar invidualmente e começar a lutar por um bem comum de todos: a saúde e o bem-estar dos seres.

Frente aos desafios enfrentados pela falta consciência ambiental, faz se necessário que o Poder Público promova uma melhor fiscalização do meio ambiente através da maximização do monitoramento terrestre por militares e aéreo por drones, prevenindo possíveis focos de destruição da natureza. Ademais, é preciso que uma sociedade seja informada e instruída, sobre o caos que o descuido com a natureza pode gerar na saúde humana, através de cursos gratuitos disponibilizados pelo governo em todas as cidades. Somente assim, a sociedade poderá se autopreservar e proteger os bens naturais e efetivar uma esperança como aquela deixada no final do livro de João Cabral de Melo Neto.