A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Na animação do estúdio “Dreamworks” - “Os Sem-Floresta” - é retrada a interferência negativa da ação antrópica na fauna e flora. Ao longo da trama, a narrativa revela que a expansão do centros urbanos e atividades econômicas são responsáveia por prejudicar a vida silvestre e o meio ambiente, pois, em decorrência do desmatamento do meio ambiente, animais perdem seus habitats. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada nesse desenho pode ser relacionada àquela do século XXI: a falta de consciência ambiental no Brasil. Tal circunstância, decorre da influência da herança histórica oriunda da colonização portuguesa e da ineficiência dos órgãos públicos em protegerem adequadamente os diferentes biomas brasileiros. Logo, faz-se urgente a análise dessa problemática.
Cabe pontuar, primeiramente, que o descompromisso da sociedade brasileira para com a proteção ambiental tem suas raízes hitóricas no período em que o Brasil encontrava-se subjugado ao poder exploratório exercido por Portugal. À título de exemplificação dessa afirmação, está o desflorestamento da Mata Atlântica - cuja corbetura vegetal atual correponde apenas a 5% da densa mata original - feito, inicialmente, com o propósito de forncer madeira da árvore Pau-Brasil para as nações europeias com a finalidade de fornecer pigmento vermelho para a coloração de vestes. Nesse sentido, é preciso romper com esse herança histórica para que a situação da Mata Atlântica não seja repetida em outros biomas.
Ademais, é válido ressaltar que, hodiernamente, o Estado corrobora para a continuidade da degradação ambiental no território brasileiro; pois, de acordo com o Artigo 225° da Constituição Federal, todos os indivíduos têm direitos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, todavia, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, tendo em vista que, segundo informações disponibilizadas pela “Global Forest Watch”, o Brasil foi o país que mais destruiu florestas em 2019. Tal conjuntura, segundo as contratualistas do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como mei ambiente bem preservado.
Diante desse problema, é mister que o Governo Federal tome providências para amenizar o quadro atual. Para tanto, Poder Legislativo, com o intuito de melhorar as políticas públicas de preservação ambiental, deve propor eprovar um projeto de lei que proíba futuros governantes de propor leis que revoguem decretos de preservação ambiental. Além disso o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve investir em propagandas para socientização social acerca do meio ambiente, a serem transmitidas em veículos midiáticos. Somente assim, será possível evitar que a história de “Os Sem-Floresta” continu se repentindo no Brasil.