A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

A Agenda da ONU 2030 é um plano de ação, do qual o Brasil é signatário, que estipula metas para o desenvolvimento sustentável global, a partir do fortalecimento de aspectos sociais, econômicos e políticos em harmonia com o meio ambiente. Embora seja nítida a importância dos recursos naturais para o progresso, permanece no país uma falta de consciência ambiental no que concerne a preservação da natureza. Assim, a desinformação e a crença em um mito endêmico configuram-se como alicerces para esse cenário.

Primeiramente, cumpre destacar a democratização da informação acerca da necessidade de preservação do meio ambiente e seus impactos como crucial para uma mudança de postura da sociedade. Segundo a pensadora Martha Nussbaum, os indivíduos modulam seus atos com base nos estímulos que detêm. Sob esse viés de observação, a falta de instrução sobre as benesses da proteção ambiental, como o aumento da qualidade do ar e da água, torna-se um óbice para a compreensão social da extensão do cuidado com a natureza como um fator decisivo para o bem estar coletivo. Desse modo, a perpetuação do desconhecimento converte-se em inércia da sociedade no que compete à conscientização.

Ademais, vale ressaltar a desmistificação do mito endêmico como vital para a transformação dessa situação. Isso porque essa falácia foi criada no início da colonização brasileira, quando os estrangeiros compararam o Brasil ao paraíso do Éden, atribuindo-lhe adjetivos como farta, exuberante e com recursos naturais inesgotáveis. No entanto, o culto a essa visão é incongruente com a realidade, pois a exploração desenfreada do meio ambiente acarretará na extinção de recursos finitos e indispensáveis a todos. Dessa maneira, a sociedade precisa reavaliar os conceitos até então cultuados e adotar políticas de desenvolvimento sustentável, preconizadas pela ONU, no qual o meio ambiente deve ser utilizado para atender as necessidades atuais, porém sem comprometê-lo para o futuro.

Torna- se evidente, portanto, que a conscientização do povo brasileiro sobre a questão ambiental não se apresenta de maneira fácil, possível, através de uma abordagem educacional. Com isso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as instituições escolares promover debates que fomentem a reflexão sobre a preservação da natureza, por meio de debates ministrados por professores de Biologia e Engenharia Ambiental, a fim de incitar o senso crítico e uma mudança de atitude nos alunos. Assim, será palpável reverter esse quadro no Brasil e possibilitar o desenvolvimento em equilíbrio com o meio ambiente como pressuposto na Agenda 2030.