A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
A Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico que ocorreu no séc XVIII na Inglaterra, possibilitando grandes transformações sociais, tais como o surgimento da indústria e a consolidação do capitalismo, sistema econômico que visa unicamente o lucro. Entretanto, a constante busca pelo desenvolvimento gerou graves consequências ao meio ambiente que passou a ser explorado de forma insustentável até a contemporaneidade. Nesse contexto, percebe-se um grave problema de contornos específicos, em virtude não só da flexibilização de leis ambientais, mas também pela falta de educação ambiental na sociedade do séc. XXI.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desenfreada exploração dos recursos naturais provocada pelo modo de produção capitalista do terceiro setor, empresas privadas. Nesse sentido, observasse uma falha constitucional na penalização contra essas grandes empresas que desrespeitam a legislação de proteção ambiental e retiram mais do que precisam da natureza, impactando diretamente na qualidade de vida na terra. Tal fato é perceptível devido a desastres naturais, tais como chuvas ácidas, desmatamentos florestais, aquecimento global, queda da biodiversidade dentre tantos outros.
Ademais, é fundamental apontar a falta da educação ambiental na sociedade contemporânea como impulsionador da problemática no Brasil. Segundo o filosofo Francis Bancon, só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe. Diante de tal exposto, o autor da frase destaca a importância de se respeitar a natureza para alcançar o desenvolvimento da sociedade, o que de fato não é um pensamento que é seguido na realidade, devido não só pela falta de conscientização ambiental que não é fornecida na grade curricular das escolas, mas também por ser um assunto pouco apontado pela mídia. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar em pleno o séc XXI.
Depreende-se, portanto, que o modo que a humanidade conduz o seu progresso precisa ser mudado, para que o desenvolvimento e a natureza possam conviver de modo harmônico. Para isso, é imprescindível que o Poder Legislativo, por meio de ações governamentais promova a criação de leis de proteção ambiental com penalidades severas caso haja o descumprimento das mesmas por parte da sociedade e do terceiro setor, afim de preservar os recursos naturais que garantem a subsistência da humanidade. Além disso, Ministério do Meio Ambiente deve promover maior fiscalização sobre áreas de preservação ambiental de forma a garantir a subsistência das mesmas. Somente assim, será possível que o homem desenvolva uma educação ambiental caminhando rumo ao desenvolvimento de forma a preservar a natureza de hoje e do futuro.