A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
No desenrolar do filme “A última hora”, é retratado os desastrosos impactos que foram causados pelo homem ao ecossistema com o advento da Revolução Industrial, uma vez que houve o aumento do descarte do lixo e da poluição mundial. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em conta que a negatia falta de consciência ambiental, no Brasil, afeta demasiadamente o meio ambiente. Nesse sentido, esse fator em questão, que deve ser eminentemente combatido, provém não só da omissão do Estado, mas também do individualismo.
A princípio, cabe avaliar a escassez de medidas governamentais que enfrentem o descaso com o biossistema. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a falta de ações, como as campanhas, as quais retratem para os indivíduos a importância de agir com sustentabilidade e a maneira que que a ausência dessa ação pode ser danosa para o meio ambiente, impede que esse direito, na prática, seja plenamente evidenciado. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do estado assegurar o cumprimento das leis. Contudo, observa-se que o atual contexto se mostra distante da realidade proposta pelo pensador, tendo em vista que muitas pessoas, por não terem conhecimento dos prejuízos que podem ser causados ao ecossistema, são, de maneira excessiva, consumistas e descartam, no meio ambiente, objetos que demoram a ser decompostos. Ademais, é possível observar a busca pelo bem pessoal acima de tudo como uma das responsáveis pela negligência com o ecossistema. Consoante o sociólogo Karl Marx, a priorização do bem pessoal em detrimento do coletivo incorre no aparecimento de inúmeros dificuldades para a sociedade. Desse modo, verifica-se que esse contexto se aplica ao Brasil hodierno, visto que inúmeros brasileiros, por não se preocuparem com o meio ambiente e não quererem segurar as embalagens plásticas dos produtos consumidos, optam por jogar esses rejeitos no chão. Logo, esse fator é inadmissível, tendo em consideração os danos que podem se causados para o ambiente, por exemplo, uma grande poluição e um acumulo de rejeitos nos bueiros que, na maioria das vezes, provocam o entupimento e uma consequente inundação das ruas, a qual é uma perigosa fonte de doenças e de contaminação das águas. Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Destarte, compete ao Ministério do Meio Ambiente - responsável pelos direitos nessa área - promover debates, cujo tema, em detalhes, seria “todos juntos para combater a falta de consciência ambiental”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do Governo Federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar os brasileiros a respeito da maneira pela qual a degradação do ecossistema pode ser prejudicial.