A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Segundo Jean Paul Sartre, filósofo existencialista, “o homem é condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao mundo, ele é responsável por tudo o que faz”. De maneira análoga, é possível observar que atitudes errôneas estão sendo tomadas com esse livre-arbítrio, visto a falta de consciência ambiental em questão no Brasil, gerando consequências em diversos setores da sociedade. Sob esse viés, vale ressaltar como causas disso não só a negligência estatal, mas também  ações empresariais pautadas no imediatismo.

A princípio, é essencial compreender como a ausência de medidas governamentais contribui para a falta de consciência ambiental no Brasil. De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, fica claro que um meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos, concebidos com absoluta prioridade por parte do Estado. No entanto, é evidente que tal diretriz não é plenamente executada, visto o crescente aumento nos indíces do aquecimento global, da crise hídrica e das queimadas ocorridas no Pantanal. Além disso, esses dados são pouco divulgados nos noticiários, impedindo a população de se conscientizar sobre a problemática.

Outrossim, é importante destacar como o interesse financeiro de empresas privadas contribui para a problemática. Segundo o filósofo alemão Hans Jonas, “ética é a responsabilidade com as gerações futuras e com o planeta”. No entanto, é evidente que as empresas brasileiras não possuem essa ética, pois extraem da natureza uma imensa quantidade de matérias-primas, de forma não sustentável, visando atingir o maior lucro possível. Somado a isso, financiam propagandas nas mídias de grande alcance para promoverem seus produtos, alienando à população sobre a procedência dos mesmos. Dessa forma, estão agindo pautadas em lucros imediatos, deixando o meio ambiente em condições deploráveis.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, urge que o Ministério do Meio Ambiente- órgão responsável pelas políticas públicas para o desenvolvimento sustentável - promova campanhas publicitárias nos meios midiáticos, por meio de palestras e debates com especialistas da área, com a finalidade de aumentar a conscientização ambiental da população brasileira. Ademais, o Poder Legislativo deve criar leis que punam devidamente empresas que explorem a natureza de maneira não sustentável. Assim, a comunidade terá maior capacidade de agir com ética e sua condeção a ser livre não afetára o meio ambiente.