A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 afirma: é dever do Estado, por meio de políticas públicas, assegurar a preservação ambiental frente à ação antrópica. No entanto, a ausência de uma fiscalização eficaz que mitigue o desmatamento, juntamente com a ineficiência do sistema educacional público brasileiro, contribuem exponencialmente para a falta de consciência ambiental em questão no Brasil.

A priori, é válido salientar que cada vez menos o Estado vem cumprindo sua função como agente defensor da natureza. Isso porque, segundo o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), houve um aumento de 34% na área desmatada em 2019 em relação ao ano anterior. Em contrapartida, segundo o Portal da Transparência, os gastos públicos com a fauna e a flora brasileira representam menos de 1% do orçamento estatal anual, representando uma grave discrepância entre o teórico constitucional e a realidade.

A posteriori, cabe citar a importância da educação na formação de indivíduos conscientes acerca da realidade que os cercam. Nesse viés, o filósofo Pitágoras afirmou: ‘’educai as crianças e não será necessário punir os homens’’. Porém, o que se vive ainda é uma realidade de descaso governamental, uma vez que, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),  o investimento estatal médio diário por aluno da rede pública não chega a R$12,00.

Dessa forma, espera-se que o Estado (mantenedor do bem-estar social), por meio de investimentos no Ministério do Meio Ambiente, amplie a fiscalização nas áreas onde o desmatamento é recorrente, a fim de impedir a continuidade do fenômeno de empobrecimento da natureza brasileira. Além disso, é imprescindível que o governo, utilizando-se de maiores capitais no Ministério da Educação, promova, nas escolas, aulas extracurriculares com o fito de instruir os alunos sobre a situação ambiental no Brasil. Assim, será válida a afirmativa presente na Constituição citada.