A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 05/01/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico de extrema importância para o país, prevê em seu artigo 225° o direito ao meio ambiente equilibrado como inerente dos cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando  observa-se a falta de consciência ambiental no Brasil, o que dificulta, desse modo, a universalização desse direito social. Diante dessa perspectiva, faz-se indispensável a análise dos fatores que contribuem para esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ineficiência de medidas governamentais para combater a falta de conscientização ambiental no Brasil. Nesse sentido, nota-se através do discurso do atual presidente do país Jair Messias Bolsonaro, em que minimiza os malefícios ocasionados pelas queimadas, na busca por expansão de terras e aumento de capital de negócio. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como um meio ambiente preservado, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a fragmentação entre o homem e à natureza como impulsionadora da falta de consciência ambiental no Brasil. Segundo o escritor Goethe: ‘’nada no mundo é mais assustador do que a ignorância em ação’’. Diante de tal exposto, pode-se perceber que o precário conhecimento do homem quanto ao ecosistema, pode trazer destruições consideráveis ao meio ambiente. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é  imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio de cursos de protocolo em escolas, empresas e afins, promova um novo conceito de conscientização, a fim de mitigar o dano causado à natureza. Assim, se consolidará uma sociedade mais ecológica, onde o Estado desempenha seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.