A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 01/01/2021

A Conferência Ambiental “ECO-92”, assinada na cidade do Rio de Janeiro, concluiu que se os países prosseguissem com a perpetuação da produção de maneira predatória, não haveriam recursos suficientes para manter a vida no próximo século. Nesse cenário, nota-se a falta de consciência ambiental em questão na conjuntura moderna, realidade que também consolida o padrão atual brasileiro. Diante disso, faz-se preciso compreender como a ineficácia governamental em contingenciar essa problemática acarreta consequências negativas para o futuro do país.

Sob essa ótica, é necessário entender o que é consciência ambiental e como o governo tem falhado em disseminar essa forma de pensamento. Assim, conforme a empresa Ambscience: “consciência sustentável é compreender o meio ambiente e as consequências que certos atos podem causar a ele”. Nesse sentido, tanto pequenos atos diários, a exemplo da economia de água e reciclagem residencial, quanto atitudes maiores de cunho preservacionista, tal como contingenciamento do desmatamento e diminuição de emissão de poluentes vão ao encontro dessa perspectiva. Contudo, por meio de falas que incentivam o desmatamento da Amazônia e a negligência com as recentes queimadas no Pantanal, a postura governamental segue na direção oposta a esses ideais de sustentabilidade.

Diante do exposto, o filósofo Hardin afirma que “A ganância individual condena os recursos coletivos à falência”. Logo, é nítido que o caráter desenvolvimentista hodierno, movido pela política capitalista de lucro, acarreta prejuízos para o futuro da nação. Assim sendo, a exploração contínua fomenta o desaparecimento dos fatores abióticos e a extinção de espécies, o que interfere em todo o nível ecológico local. Além disso, a perturbação do meio aumenta o índice de ocorrências de desastres, como deslizamentos e enchentes. Isso posto, a animação infantojuvenil “O Lórax” exemplifica as condições desse caráter exploratório ao retratar uma sociedade que lida com a escassez de recursos, sendo levada a produzi-los artificialmente.

Destarte, é evidente que a falta de consciência ambiental é um grave entrave. Portanto, cabe ao governo, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, promover a garantia da seguridade das leis ambientais. Por conseguinte, essa proposta será realizada por meio da parceria com o Ministério da Economia, o qual deve direcionar parte da verba da Lei de Diretrizes Nacionais para a instauração de sistemas de sensoriamento e da contratação de uma guarda florestal eficiente que preserve a fauna e flora brasileira, com o fito de atenuar as práticas de atividades ilegais que ameaçam o futuro das novas gerações. Com essas medidas, poderá ser satisfeita a proposta da “ECO-92, afastando-se da realidade do “Loráx”.