A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 01/01/2021

A Revolução Industrial teve início de maneira pioneira na Inglaterra do século XVIII, o que ocasionou uma mudança drástica a respeito do ambientalismo e condições climáticas a nível global. No Brasil, a herança de um mundo em processo de industrialização não tardou em demonstrar na população sintomas de pouco comprometimento ambiental. Deste modo, a falta de consciência em relação ao meio ambiente tornou-se presente na atualidade e tem-se agravado pela omissão legislativa e o receio que uma parcela da população sofre em denunciar crimes ambientais.

Nesse viés, o déficit nas aplicações das leis que criminalizam danos ao ecossistema, juntamente com a falta de fiscalização das mesmas acabam por perpetuar o ciclo de ações prejudiciais a natureza. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, o individualismo é uma das principais características - e o maior conflito - da pós modernidade, o que pode-se relacionar a falta de interesse política em estabelecer uma legislação mais rígida, pois o homem tende a não comprometer-se com questões que ferem de imediato a sua existência.

Diante disso, o medo por denunciar crimes de caráter ambiental, seja medo por retaliação ou desestruturação na relação pessoal com o indivíduo envolvido, acaba por mostrar-se também um grande empecilho rumo a uma sociedade conscientemente envolvida ambientalmente. Segundo Immanuel Kant, o ser humano deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal, sendo assim é de grande urgência que as pessoas se imponham contra qualquer agressão ao meio ambiente.

Dessa forma, para combater a falta de consciência ambiental no Brasil, é de suma importância que o Governo, por meio do Ministério do Meio Ambiente, atue em um plano para punir severamente quem degrada a natureza, contando com a ajuda de uma maior parcela de fiscais ambientais, que podem ser contratados por via de concursos públicos. Além disso, a participação das instituições formadoras de opinião é de grande valia para a educação dos jovens sobre como desenvolver uma maior consciência ambiental e como agir em relação a outras pessoas praticando tais crimes, sendo essa educação transmitida através de palestras e seminários, tornando-se assim possível a lei universal ideal citada por Immanuel Kant.