A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 30/12/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para gerações atuais e futuras. Entretanto, a população brasileira não protege suas riquezas naturais de forma concreta e eficaz devido à falta de consciência ambiental dos indivíduos. Nesse contexto, deve-se-se analisar como o desenvolvimento baseado em interesses econômicos e o individualismo presente no ser humano influenciam a problemática em questão.
Em primeiro plano, deve-se-se destacar como os interesses econômicos afetam o meio ambiente de maneira negativa. É certo que a ação humana tem sido, ao longo da história, responsável por danificar a natureza, isto é, segundo dados da “Global Forest Watch”, o Brasil foi o país que mais destruiu suas florestas em 2019, além disso, no ano de 2020 a Amazônia e o Pantanal registraram recordes de queimadas. No entanto, os incêndios na floresta amazônica não são resultado de um fenômeno natural, mas frutos da ação humana, sendo uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento. Uma vez que, grileiros e agricultores, utilizam essa técnica inapropriada para limpar áreas para uso agropecuário ou especulação. Assim, um desenvolvimento visando apenas a lucratividade, sem se preocupar com as consequências no meio ambiente, é uma atitude autodestrutiva, visto que a humanidade depende de recursos naturais para sobreviver.
Concomitantemente a isso, o individualismo presente nos indivíduos também é responsável pela ausência de consciência ambiental. Isso acontece, pois segundo o sociólogo Zygmunt Bauman e sua teoria sobre “modernidade líquida”, a principal característica do indivíduo contemporâneo é a individualidade e a falta de empatia. Visto que, grande parte da população possui um estilo de vida focado no presente, o qual fragiliza o meio ambiente, como por exemplo, o acúmulo de lixo devido ao consumismo exagerado, o aumento da emissão de poluentes através da fumaça dos carros e a poluição de ambientes aquáticos, o qual causa a morte de diversos animais. Logo, não há uma reflexão a respeito do impacto que causam no ecossistema, comprometendo não apenas as gerações atuais, mas também as gerações futuras.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para estimular a conscientização ambiental. Logo, é função dos indivíduos, sobretudo, os adultos, buscarem informações em documentários ou em fontes seguras na internet, sobre os impactos ambientais e assim, relacioná-los com processos diários para investir em ações mitigadoras em seu cotidiano. Desse modo, transmitir esse conhecimento para seus filhos, a fim de tornarem-se adultos conscientes e cidadãos éticos.