A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
O desflorestamento e a exploração são constantes no Brasil, no passado eram causados para manter a economia portuguesa, e na atualidade ocorrem em prol do “progresso” nacional. Assim, desde o início da colonização portuguesa, com a extração predatória de pau-brasil, o país é marcado pela falta de consciência ambiental. Isso se deve, principalmente, à errônea ideia de “desenvolvimento a qualquer custo” e à desinformação acerca da importância da preservação do meio ambiente.
Nesse sentido, é fundamental ressaltar o equivocado lema de “desenvolvimento a qualquer custo”, como um fator que impulsiona a falta de consciência ambiental no Brasil. Dessa forma, a carência desse tipo de consciência é nítida no país, uma vez que busca-se apenas o crescimento econômico e nega-se a realidade de devastação, o que “normaliza” a destruição da rica natureza brasileira. Dessa maneira, a conservação de tal “desenvolvimento”, na contemporaneidade, propicia o crescimento de 9,5% do desmatamento na Amazônia, de acordo com o INPE. Desse modo, o discurso que normaliza, e até ignora, esse cenário também se perpetua, em especial na figura do presidente, que em uma coletiva afirmou que não há selva devastada. Portanto, é nítido o pensamento que prioriza a economia em detrimento da preservação.
Ademais, é de extrema importância salientar a falta de informação acerca da preservação da natureza como um aspecto que contribui, diretamente, para a falta de consciência almbiental. Assim, grande parte da população, por falta de conhecimento e instrução, tem hábitos cotidianos que colaboram para a devastação do meio ambiente, como exceder no consumo de água e não separar o lixo reciclável. Em vista dessa falta de conscientização, diversos recursos naturais que poderiam ser poupados ou reaproveitados são perdidos, como é evidente na notícia do jornal NSC, que aponta a separação incorreta de resíduos como responsável por contaminar 45% do lixo em Blumenau.
Logo, cabe ao Estado estimular o desenvolvimento sustentável, em detrimento do “a qualquer custo”, por meio de incentivos fiscais, reduzindo impostos de empresas e de latifúndios que contribuem para a preservação ambiental, a fim de reduzir a degradação dos recursos e de incentivar uma maior consciência ambiental. Além disso, é função do Poder Público promover campanhas por vias das redes sociais, a exemplo o Instagram e o Facebook, com o intuito de propagar informações sobre os hábitos rotineiros que auxiliam o meio ambiente e de promover ampla conscientização ambiental.