A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa ao Brasil, cultiva-se a ideia de que os recursos naturais são infinitos no Brasil. No entanto, observa-se que queimadas e escassez de chuvas se alastram no quadro ambiental brasileiro devido a uma cultura atrasada persistente na contemporaneidade. Com isso, urge refutar os impasses dessa problemática, como a lenta mudança de mentalidade social, em simetria com a omissão midiática, para equilibrar o meio em que se vive.

Em primeira instância, destaca-se a metalidade herdada como fator perpetuador da desvalorização ambiental. Segundo John Locke, nascemos como uma folha em branco, sem conhecimento e o adquirimos por meio da experiência. A partir do pensamento do sociólogo, infere-se, que se uma criança  permeia um cotidiano no qual seus pais jogam lixo no espaço natural ou gastam água em excesso, ela tende a atribuir esse tipo decomportamento relacionado à falta de consciência ambiental, por causa da vivência em grupo. Logo, a negligência com o meio ambiente, transmitida de geração a geração, causa a perpetuação de um meio natural agredido pela população brasileira.

Paralelamente a isso, sobressai a má influência midiática como estimuladora da prática conivente com a degradação dos biomas brasileiros. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Consoante ao sociólogo, infere-se que, a mídia pode ser encaixada como órgão de obscurantismo social, uma vez que não cumpra seu papel de conscientizar a sociedade sobre a importância ambiental para todos, como o equilíbrio das estacões do ano. Não obstante, peças publicitárias estimulam a compra de carros que liberam gases prejudiciais para todo ser vivo, além do consumismo que acumula toneladas de lixo no meio ambiente diariamente. Portarto, o silenciamento midiático deve ser revertido.

Destarte, entende-se que, a insuficiente conscientização ambiental é fruto de uma herança cultural enraizada somada ao descuido da mídia. Assim, torna-se imperativo que os pais ensinem seus filhos  a economizar recursos naturais, como a água, por meio de hábitos simples como fechar o chuveiro quando estiver ensaboando, além de ensinar a comprar produtos em embalagens recicláveis, a fim de contraírem comportamentos relacionados à sustentabilidade. Ademais compete ao Ministério das Comunicações incitar a reflexão da população sobre a importância da preservação ambiental, por meio de  parceria com as empresas de ônibus municipais e interestaduais, ao apresentar campanha com tal tema nos busdoor, a fim de proporcionar visualização em várias vias por ser móvel, para modificar o modo de agir da sociedade. Desse modo, a população será mais cautelosa com o espaço natural.