A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 30/12/2020
O Brasil é acometido por um problema sistêmico quanto à consciência ambiental. Apesar de ser um país com expressiva biodiversidade, é também aquele que mais queima suas florestas no mundo, segundo a Global Forest Watch. Isso porque a negligência com o meio ambiente parte tanto da população, que não coloca em prática no seu dia a dia ações básicas como a reciclagem, quanto dos governantes, que negam a crise ambiental. Assim, a carência de informação sobre a preservação da natureza e a ação fraca daqueles com poder de mudança causam danos irreparáveis no ecossistema brasileiro.
Em primeiro lugar, é evidente não há educação sobre como separar o lixo e a importância de consumir menos plástico, por exemplo. Os efeitos da falta desses hábitos não são visíveis de imediato na rotina dos cidadãos, logo, não são levados em consideração por eles. No entanto, as consequências de não cultivar esses costumes se acumulam ao longo dos anos, sem que a natureza não tenha tempo para se recuperar. Dessa maneira, a postura de muitos influencia no espaço coletivo em que se vive.
Similarmente, a preservação da natureza não é tratada como essencial pelo governo federal. Ao invés de incentivar a sustentabilidade e fiscalizar indústrias poluentes, esse permite o uso de agrotóxicos que são proibidos nos Estados Unidos e na União Europeia, e expande a fronteira do agronegócio, que queima florestas. Ao somar isso com a escassa conduta ecológica da população, o Brasil caminha para a devastação da natureza.
Portanto, uma ação coletiva a favor da preservação ambiental deve ser tomada para que se promova a consciência ambiental. Primeiramente, o Ministério do Meio Ambiente pode articular oficinas sobre sustentabilidade em escolas públicas, fora do período letivo, para a população. Então, criar um banco de dados que fiscalize a execução dessas medidas, e multar aqueles que não as cumprirem. Ao mesmo tempo, os cidadãos podem pressionar seus representantes eleitos para exigir que projetos de lei ecológicos sejam tratados com prioridade, para proteger a natureza.