A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Segundo Vidal de La Blache, um importante estudioso francês, o meio e o homem influenciam-se mutuamente, prova disso são os desastres ambientais. Fenômeno secular, a objetificação e a alteração dos lugares a partir de uma lógica utilitarista tem promovido consequências de projeção a longo prazo e recuperam milenar. Assim, sujeita à alterações significativas, principalmente após a 1º Revolução Industrial, quando a visão humano passa a estabelecer um possível controle humano sobre o meio natural, a natureza tem sido modificada constantemente, obedecendo fatores sociais, políticos e, majoritariamente, econômicos, desconsiderando pois seu caráter finito.

Consoante a dinâmica global, no Brasil, o geográfico Milton Santos dedicou parte de suas pesquisas à teorização da evolução do espaço geográfico nacional, que apresentou e apresenta uma constante transformação ambiental. Como exposto em seu estudo, sobretudo a partir de 1970, no meio designado como técnico-cientifico-informacional, uma profunda interação entre a técnica e a ciência, juntamente a lógica capitalista de produção e consumo em massa subordinam à natureza. Constata-se, a partir disso, dados como o divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas de 2008, onde 90% dos municípios brasileiros apresentam problemas ambientais, e entre os mais relatados estão as queimadas, desmatamento e assoreamento, que refletem fortemente sobre as gerações futuras, que podem vivenciar o esgotamento de recursos importantes como a água potável.

Outrossim, fruto da falta de consciência ambiental, os biomas brasileiros, de importância mundial diante de sua biodiversidade, tem sido fortemente degradados pela ação humana, enquadrados como hots spot, o Cerrado e a Mata Atlântica exemplificam a dimensão de tais interferências. Possuindo uma dinâmica única de atuação mutua entre todos os ecossistemas, o Brasil apresenta alterações climáticas que impactam diretamente não só animais e vegetais, mas a vida humana, o Pantanal sofreu em 2020 um aumento de 210% suas queimadas com indicio de causas de origem criminosa. Assim, constata-se não só a inconsciência social mas também a ineficiência quanto a execução das leis ambientais.

Enfim, diante do exposto, afim de mitigar e reduzir os impactos gerados fazem-se necessárias medidas de resultado a curto prazo. Portanto é necessário por parte do Conselho do Governo elaborar uma conjuntura de leis direcionadas a taxação de grandes empresas de acordo com o índice de poluição promovido pela mesma e a exigência de implantação de maquinários voltados a reutilização, reciclando pelo menos 70% dos poluentes emitidos nos processos produtivos, além disso, por parte do IBAMA, deve-se aumentar o número de agentes fiscalizadores, garantindo a supervisão de todo o território, inviabilizando crimes ambientais e apreendendo infratores.