A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Em 1970, durante a Conferência de Estocolmo-72, foi discutido pela primeira vez os impactos no meio ambiente causados pelas ações antrópicas. Embora seja uma conquista, não foi o suficiente para desenvolver uma consciência ambiental na população. Dessa forma, em razão da má influência familiar e de uma insuficiência educacional, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Primeiramente, é necessário salientar que uma das causas para a falta de consciência ambiental é a má influência familiar. De acordo com Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Sob esse viés, fica nítido que os ensinamentos oferecidos para a criança, dentro de casa, serão reproduzidos em sua vida adulta, tornando assim um ciclo vicioso de gerações. Ou seja, se não é introduzido esse discernimento sobre o meio ambiente, não será possível quebrar esse ciclo de desacato à  natureza.

Em segundo lugar, outra causa para a configuração do problema ambiental no Brasil, é a grave lacuna educacional. Conforme o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nessa pespectiva, a escola também deve ter responsabilidade em introduzir a consciência ambiental em seus alunos, pois, nem todos possuem uma família disposta a evoluir para as questões ecológicas, então infelizmente cabe a escola suprir essa importante necessidade.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, a escola em parceria com os familiares dos alunos, devem promover um projeto voltado para a conscientização da população, por meio de atividades escolares ou até mesmo no período de férias, como por exemplo trabalhos voluntários. A fim de que a questão da falta de consciência ambiental no Brasil seja amenizada. Tal ação pode, ainda, contar com a criação de uma “hashtag” para ser amplamente divulgada. Para que assim, essa máquina que Talcott cita seja capaz de produzir personalidades humanas mais conscientes.