A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 28/12/2020

A Constituição Federativa da República de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 225°, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a situação do meio ambiente brasileiro em seu cenário defasado, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, sendo estes: a exploração de recursos naturais e a falta de reposição de matéria prima no meio ambiente.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o consumo insustentável de recursos naturais no meio ambiente. Nesse sentido, a prática de criação de gado, por exemplo, infere diretamente na camada de ozônio liberando a substância metano, que é até 100 vezes mais nociva que o gás carbônico. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de reposição de matéria prima no meio ambiente como impulsionador da defasagem ambiental no Brasil. Diante de tal exposto, não é errado consumir o que a natureza produz, no entanto, a reposição de recursos naturais é essencial para que tenhamos estas matérias produzida pela natureza por longos anos e, até mesmo, para que as futuras gerações a tenham. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio de campanhas e fiscalizações, informe sobre a real situação ambiental do país – para conscientizar as grandes empresas – a fim de tornar o consumo mais limpo. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente e sustentável, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.