A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 27/12/2020
Desde a primeira Revolução Industrial, é perceptível o início da poluição ambiental pelas fábricas que emitem grande quantidade de poluentes na atmosfera. Nesse contexto, é visível, na atualidade, a persistência dessa problemática, na qual inclui também o desmatamento e o lixo que são ignorados pelos seres humanos. Nesse aspecto, é válido analisar as razões principais da ausência de consciência ambiental no que diz respeito ao individualismo e à negligência da sociedade.
Em primeiro plano, o desprezo pela proteção do ambiente é um dos fatores que agravam a destruição da natureza. Isso ocorre devido a carência de informações dos indivíduos sobre as consequências da exploração descontrolada dos recursos naturais, o que provoca uma distensão dos cuidados na preservação do ambiente. Tal fato se reflete na teoria da ‘’Menoridade’’ do filósofo Imannuel Kant, na qual ele defende que a população inserida em um contexto dos padrões de comportamento, perdem sua capacidade de reflexão e senso crítico. Dessa forma, é preciso que haja uma reeducação social relacionada à proteção ambiental para que se evite maiores danos à natureza e as gerações futuras.
Além disso, a ganância pela busca constante do lucro também é uma consequência da falta de consciência ecológica. Essa situação dialoga com a tese do livro “Tempos Líquidos’’ do sociólogo Zygmunt Bauman, em que ele reflete que o individualismo social tem impedido que os seres humanos valorizem e respeitem os limites do próximo e da natureza, pois revela que o egoísmo se opõe a uma sociedade que possui hábitos de consumo e produção sustentáveis. Diante disso, é essencial que os indivíduos tomem consciência da importância da conservação do planeta, a fim de propor uma cooperação coletiva para combater a exploração e destruição dos recursos naturais.
Fica claro, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante políticas públicas educativas. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação e do Ambiente, implantar nas grades curriculares das escolas, aulas práticas e teóricas sobre as forma de preservação da natureza e as suas limitações, objetivando a ampliação, desde cedo, da capacidade reflexiva dos alunos para que eles se desenvolvam com uma mentalidade mais sustentável. Ademais, é importante que esses órgãos realizem palestras gratuitas nas comunidades, com o intuito de instruir a população em adotar hábitos saudáveis e padrões de consumo sustentáveis que não sejam prejudiciais ao planeta. E, com essas medidas, pode-se estimular a consciência ambiental das pessoas para que os bens naturais sejam preservados e a economia se torne compatível com uma qualidade de vida saudável.