A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 26/12/2020
Consciência ambiental em pauta no Brasil
A literatura é capaz de desenhar de forma pragmática as transformações humanas, a exemplo disso, pode-se citar as obras do autor José de Alencar, renomado romancista indianista, que apontava a beleza natural como sendo a maior riqueza para os índios. No entanto, esse naturalismo nativista acabou perdendo espaço para o consumismo desenfreado e um falso desenvolvimento, o que resultou em um dos países com menor grau de consciência ambiental no mundo. Logo, encontrar caminhos para reforçar a questão do meio ambiente é um desafio urgente e que precisa da devida atenção.
Em primeira análise, cabe ressaltar que um dos principais problemas do mundo é o consumismo excessivo, já que ele traz não só alterações socioeconômicas como também sérios impactos ambientais. Essa prática necessita de uma exploração dos recursos naturais sem qualquer limitação e com um único foco: o lucro. Essa visão capitalista ocupa o espaço em que deveria haver a consciência da natureza como um recurso finito e não apenas como a matéria prima do primeiro setor industrial. Infere-se pois que a carência de políticas governamentais possibilitam que a natureza seja um produto capitalizado.
Em segunda instância, é necessário reconhecer as transformações antropológicas como projetos políticos que muitas vezes se sustentam sob um falso desenvolvimento. Isso porque, como a história mostra, muitas mudanças podem ser explicadas por ambições humanas, como a instalação repentina e desproporcional de rodovias no governo de J.K. na década de 50. Tal projeto exigiu a degradação da vegetação para dar espaço ao asfalto e trouxe como consequência a degradação do solo, que pode ser percebida ao longo de todo o território brasileiro. O custo dos interesses políticos disfarçados de desenvolvimento saiu caro e impactou os mais diversos seres vivos.
Dado o exposto, o problema do descaso com a consciência ambiental representa algo muito mais alarmante do que parece. Nesse sentido, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente adote medidas restritivas à exploração do meio ambiente, como normas percentuais de uso dos recursos e aumentar o grau de reflorestamento, ponderando o aspecto físico e socioeconômico para estabelecer uma relação harmoniosa entre o real desenvolvimento econômico e o aspecto natural como figura vital para a evolução. Essas práticas podem ser percebidas em países mais desenvolvidos como Alemanha, Canadá e Suécia, que conseguem usufruir de seus recuros naturais alinhados a uma pensamento no qual não é a natureza que lhes serve e sim eles é quem serve a natureza.