A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 26/12/2020
Na ficção “Jogador Número 1”, do escritor Ernest Cline, é retratado um futuro distópico, onde grande parte da matéria-prima se esvaiu e a população vive a partir de insumos sintéticos. Assim, a única escapatória do povo comum é recorrer a tecnologia mais popular do mundo, um dispositivo de realidade virtual. Fora da ficção, é fato que, no Brasil, grande parte da população está perdendo a consciência ambiental, resultando num ambiente cada vez mais próximo ao criado por Cline. Logo, observa-se que, as causas de tal ocorrência estão relacionadas a negligência estatal quanto a natureza e na normalização do corrompimento do meio renovável.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que rege na Constituição federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro -, o artigo 225º, que prevê que todo e qualquer cidadão tem direito a um meio-ambiente equilibrado. Entretanto, com o aumento significativo de queimadas em território nacional, nota-se a indiferença governamental quanto a tais casos. Dessa forma, verifica-se o Estado como um dos responsáveis pela situação atual.
Por conseguinte, também é válido salientar como a população brasileira tem se estabelecido em relação a circunstância em pauta, tratando os devastamentos com total pacificidade. Paralelamente, no seriado americano “Expresso do Amanhã”, visualiza-se como o povo reagiu a um esgotamento de áreas ecúmenas no planeta Terra, resultando na sobrevivência de apenas indivíduos totais correspondentes a um trem de 100 vagões ocupados.
Nesse contexto, fica claro a necessidade de próximas gerações tomarem atitudes diferentes da atual. Portanto, cabe ao Ministério da Educação – órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro – aliado a Organizações Não Governamentais, elevar a importância do tema Meio-Ambiente nas matérias que englobam o assunto, juntamente com ministrações de palestras para todos os públicos, para que assim, o estado atual físico e psicológico do Brasil seja revertido para um ecossistema saudável e indivíduos com plena consciência do que é necessário fazer. Além disso, recai sobre as iniciativas privadas a responsabilidade de um marketing digital e consciente, incentivando a manutenção da fauna e flora nacional. Deste modo, os cidadãos brasileiros poderão se preocupar em viver apenas uma realidade, em oposição a sociedade de “Jogador Número 1”.