A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 25/12/2020

Filmes como ‘‘Tarzan’’ e ’’ Procurando Nemo’’, ambos norte-americanos, levantaram debates sobre a importância do meio ambiente e da consciência ambiental para a preservação da natureza e harmonia entre os indivíduos. No Brasil, entretanto, temas como esse são tratados com descaso pelas autoridades, ainda que o país seja privilegiado com vastos recursos naturais e paisagens encantadoras. Sob esse aspecto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a falta de interesse no estímulo à consciência ambiental e a ideia equivocada de que o ser humano exerce controle sobre a natureza.

Em primeira análise, cabe pontuar que é desde a infância que os princípios de cuidado e respeito ao meio ambiente devem ser cultivados, para que, ao longo da vida, mais pessoas aprendam a valorizar e preservar o lugar onde vivem. Nesse contexto, é válido ressaltar o pensamento do filósofo ambientalista Hans Jonas sobre a necessidade de garantir a segurança das gerações atuais e futuras através do princípio da responsabilidade, que engloba, sobretudo, a consciência e empatia com o ambiente e o outro. Desse modo, é de extrema importância a mobilização e o cuidado de todos, para que, a curto e longo prazo, haja melhores condições de vida não só para a fauna e flora, mas também para os seres humanos, indivíduos que precisam ser ativos na mudança do cenário brasileiro.

Ademais, convém frisar que, ao se estudar na biologia sobre ecossistemas, é nítido a interdependência de todos os seres vivos que os compõem, por isso, as consequências de uma falta de consciência ambiental geram impactos ainda maiores quando analisados sob essa perspectiva. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam que a polução do ar e da água, aliada às queimadas e ao desmatamento representam cerca de 63% das maiores tragédias provocadas pelo homem, um sinal de ignorância que é refletido no aumento de problemas de saúde, na degradação da paisagem nacional e no clima instável do país. Assim, efeitos como esse, contribuem, infelizmente, para prejuízos ambientais e fisiológicos que poderiam ser amenizados caso houvesse a devida valorização do espaço.

Portanto, a fim de incentivar a consciência ambiental, tanto individual quanto coletiva, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com as instituições de ensino, deve  promover atividades que envolvam contato direto com a natureza, como plantar árvores ou reciclar o lixo, e, de forma dinâmica, incluir por meio de filmes e livros educativos métodos práticos para usufruir dos recursos ambientais sem provocar sérios danos aos demais seres vivos. Espera-se, com isso, despertar o cuidado e, como abordado por Hans Jonas, trazer à tona a responsabilidade com o espaço em que se vive e com os indivíduos que habitam e habitarão nele.