A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 25/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e desequilibrios sociais. Todavia, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, visto que as queimadas nos principais biomas brasileiros dificultam a concretização dos planos de More. Diante disso, descata-se não só a exploração assídua de matéria-prima, mas também a consequente poluição da atmosfera como contribuintes para a permanência deste cenário antagônico no Brasil. Portanto, torna-se fulcral a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade não só no cenário hodierno, mas também ulteriormente.
Vale destacar, inicialmente, a indiscutível ineficácia da ação pública no presente panorama. Sob esse viés, a elaboração da Constituição Cidadã, há 32 anos, baseou-se na concepção de que é dever público manter e, zelar, efetivamente por condições dignas no que concerne, sobretudo, à saúde. Entretanto, percebe-se que a realidade prática diverge da teoria magna, uma vez que a exploração excessiva reflete nas queimadas. Esse reflexo está intrinsecamente ligado aos buracos na camada de ozônio e, portanto, torna-se um ultraje à este direito inalienável. Tal realidade, portanto, nega prerrogativas constitucionais basilares e, por isso, deve ser alterada.
Ademais, é imperativo ressaltar a poluição atmosférica como importante causa de tal conjuntura. Assim sendo, a sociologia moderna define a tomada de posturas passivas e acríticas diante de situações relevantes como fruto da alienação e da ignorância. Nessa perspectiva, o desconhecimento dos impactos práticos de seu desequilibrio induz ao negacionismo e a desconsciência ambiental. Logo, faz-se mister o reconhecimento deste quadro deletério.
Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para mitigar o avanço dos efeitos da urbanização na sociedade brasileira. Em virtude disso, é imprescindível que o Poder Executivo direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cultura e do Poder Legislativo, será revertido, não só na criação e aplicação de uma lei que limite a exploração dos biomas brasileiros, mas também na promoção de palestras e debates no que tange aos efeitos nocivos decorrentes desta ação. Com o fito de conscientizar a população e minimizar os fatores condicionantes dessa realide nocente. Somente assim, como resultado, os impactos adversos serão diminuídos e, possivelmente, erradicados. Dessa forma, a coletividade alcancará a “Utopia” de More.