A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 25/12/2020
A preservação da natureza é imprescindível para continuidade da espécie humana, dessa forma, ela está inclusa aos direitos fundamentais de terceira ordem, os direitos coletivos. Não obstante, os administradores brasileiros, priorizando outros setores, continuam a tratá-la com negligências. Dessa forma, é essencial que o governo forneça mais atenção aos biomas brasileiros e crie medidas públicas eficientes para esses âmbitos.
A priori, é necessário mencionar que o descaso dos governantes com o meio ambiente é um fator histórico no Brasil. Durante o período colonial, grande parte da mata atlântica foi desmatada pelos portugueses, os quais possuiam como principal intuito o fomento da metrópole com matérias-primas. Esse ideal de exploração da natureza, à medida que foi repetindo-se no país, perpetuou-se. Logo, constatam-se diversas ações nocivas aos ecossistemas na modernidade como, por exemplo, as queimadas induzidas por ações antrópicas no Pantanal, o que evidencia, por conseguinte, a displicência dos administradores.
Além disso, percebe-se que o governo brasileiro atual é muito influenciado pelas potências econômicas mundiais, as quais não atuam de maneira favorável à natureza. Conforme o pensador Francis Bacon, o ser humano possui um comportamento como sendo contagioso, dessarte, é natural que até mesmo os políticos sejam influenciados por outros de maior prestígio. Os Estados Unidos e a China, dois dos principais países alinhados ao Brasil, priorizam um desenvolvimento econômico desenfreado e, por isso, não cumprem com os tratados ambientais realizados. Logo, os representantes do Estado brasileiro, sendo influenciados pelos modelos econômicos desses paises, também tendem a atuar com negligências no que tange ao meio ambiente.
Portanto, é mister que esse panorama seja modificado e que o governo desprenda mais atenção aos problemas ambientais vivenciados. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve investir em métodos tecnológicos de curto e longo prazos. A curto prazo, deve implementar sistemas mais sustentáveis para o agronegócio, de forma que o desmatamento seja diminuido. A longo prazo, deve investir em pesquisas na área de engenharia genética para que seja possível a confecção de carnes bovinas em laboratório, o que tornaria desnecessário a criação e o abate dos animais. Assim sendo, os impactos na fauna e na flora serão minimizados e o direito coletivo de possuir uma natureza preservada será garantido.