A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 24/12/2020

A falta de consciência ambiental, sobretudo no Brasil, reflete o que segundo o sociólogo Durkheim, é definida como uma anarquia coletiva. Nesse contexto, o lamentável desprezo pela preservação da natureza, reverbera o descaso do poder público bem como a certeza de impunidade. Em vista disso, cabe avaliar a responsabilidade do Estado e da sociedade frente a essa problemática.

Observa-se que o poder público não reconhece as degradações que estão ocorrendo. De fato, o desmatamento crescente denota a crueldade desse descaso. Exemplo disso é a redução acelerada da da área verde amazônica, observada por imagens de satélite ainda que o chefe de Estado negue. Como consequência, a situação está fora de controle e a destrução atinge biomas de grande diversidade e papéis biológicos como o Pantanal e o Cerrado.

Outro fato que contribui para esse descaso é a desobrigação individual. De fato, a certeza de que não haverá consequência para seus atos, faz com que as práticas destrutivas se perpetuem. É o que se vê nas palavras de Durkheim que descreve essa atitude como um “sentimento comum à média de uma sociedade”. Destarte, as diferentes atividades industriais poluidoras bem como o descarte inadequado de lixo doméstico refletem uma cultura que se espalha como um vírus que destrói também as conciências individuais.

Portanto, a fim de promover a consciência de preservação ambiental medidas devem ser tomadas. Cabe ao governo, por meio das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente, fomentar e fiscalizar o cumprimento de leis que protejam o ambiente de forma mais ativa, como o objetivo de impedir desmatamentos e queimadas antes de atingirem grandes áreas. Ademais, a escola deve criar programas regulares de educação a fim de aumentar a consciência individual, mostrando as consequências de cada ação. Dessa forma, com autorresponsabilidade e fiscalização, essa problemática pode ser mitigada.