A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável. No entanto, percebe-se uma conjuntura oposta, na realidade brasileira, na questão da falta de consciência ambiental, pois grande parte da sociedade trata o meio ambiente com grande irresponsabilidade, o que fere tragicamente o planeta e todos os seus habitantes. Nesse sentido, emerge um problema complexo devido ao individualismo humano e à invisibilidade social em torno da questão.

Primeiramente, a ausência de pensamento coletivo contribui incisivamente na perpetuação da problemática. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que a sociedade pós-moderna é fortemente pautada por valores egoístas. Nessa lógica, esse pensamento individual é, muitas vezes, materializado na mente de muitos brasileiros que negligenciam pensar de forma consciente e ambientalista em muitas situações do cotidiano. Nesse contexto, essa realidade de descaso com o meio natural é observada, ora na falta de conhecimento sobre preservação ambiental e bens não renováveis da natureza, o que neutraliza a relevância das consequências da incosciencia ambiental, ora na má influência industrial que estimula o consumismo de produtos, por meio de excessivas propagandas ,sem evidenciar os males que eles podem acarretar futuramente para a natureza e sociedade. Dessa forma, a população individualista se torna uma grande facilitadora da continuação da incosciencia para com a natureza.

Além disso, a ausência de debate amplo sobre o problema atua dificultando a sua resolução. Nessa perspectiva,  o pensador Habermas, na obra “Teoria da Ação Comunicativa”, admite que a comunicação é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, no Brasil, não acontece debates de forma ampla para discutir a falta de consciência ambiental, apesar da importância de agir de maneira rápida e coletiva nessa situação alarmante. Sob esse viés, isso é evidenciado, por vezes, na atuação frágil da escola, que, na maioria das vezes, não abre espaços para refletir sobre a inconsciência da humanidade em relação ao meio ambiente,evitando estimular um pensamento racional para apenas transmitir conteúdos técnicos com o intuito de suprir a grande carga  horária da instituição.

Depreende-se, portanto, a necessidade da consciência ambiental no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceira com o MEC, formular uma palestra dinâmica que debata acerca da importância de se ter consciência ambiental, com a finalidade de estimular a empatia e elucidar a população. Isso deve ser feito por meio do apoio informativo de profissionais ambientalistas e de ativistas do meio ambiente, além da circulação de tal palestra nas redes sociais de grande acesso.