A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 04/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, a falta de consciência ambiental dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.
Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a continuidade da problemática. Nesse sentido, a Constituição federal de 1988 prevê direito a igualdade à todos os cidadãos, mas a falta de consciência ambiental fere a legislação demonstrando o descaso com os demais habitantes, uma vez que a natureza é um meio comum a todos e todos deveriam ter direito de aproveitar esse bem.
Outrossim, a falta de conscientização popular também é impulsionador do embate. Nesse sentido, o filósosfo exitencialista, Jean-Paul Sartre discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre e por isso é responsável por todos os seus atos. Dessa forma, a sociedade que não sabe da situação do seu país em relação as políticas ambientais é conivente com a atual situação. Tudo isso retarda a resolução do imbróglio e agrava esse quadro deletério.
Infere-se portanto, que medidas são necessárias para a conscientização da questão ambiental. Assim, o Ministério do Meio Ambiente deve modificar a legislação de forma que dificultem o desmatamento e destruição da natureza por meio de punições e multas àqueles que não cumprirem as medidas, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de modificações na BNCC para evidenciar a importância da natureza nas escolas, além de por meio da mídia instruir as pessoas sobre o mesmo, a fim de preservar e evidenciar transcedência do meio ambiente. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.