A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

Foi durante os últimos séculos que a história foi fortemente permeada por uma série de Revoluções Industriais, tal fato ocasionou um fenômeno de grande exploração dos recursos naturais no mundo hodierno, de forma predatória e inconsequente. Deste modo, é perceptível a triste herança do período moderno ao que tange a preservação do meio ambiente. Sendo assim, nota-se que a falta de consciência ambiental é um sério problema, proveniente de uma precariedade educacional e omissão estatal.

Em primeira análise, segundo o filósofo Immanuel Kant “O homem é o que a educação faz dele”. Desta forma, entende-se que a educação além de conscientizar mentes, é também um agente de transformação social. Contudo, o estado de menoridade ocorre na ausência de autonomia na busca do saber, que primordialmente deve possuir um ponto de partida individual. Por conseguinte, a iniciativa individual por conscientização ambiental, acaba que por ser suprimida por demandas economicas e utilitaristas, que posto isto, rejeitam a importância do meio ambiente e do iminente fim dos recursos naturais.

Ademais, o Estado em sua obrigação constitucional em garantir o bem estar do sujeito, parece ignorar as ações mais do que necessárias para um futuro com sustentabilidade. Sendo assim, a conscientização ambiental é sufocada tanto do aspecto social quanto individual, o que portanto, faz de um futuro no qual a Terra possa ainda prover a humanidade, totalmente incerto. Diante disso, o filósofo Hans Jonas estabelece “Age de tal maneira que os efeitos de tua ação não sejam, lesivos para a futura possibilidade de vida humana na Terra”.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Educação, por meio das escolas da rede pública e privada no Brasil, deve iniciar um programa de conscientização ambiental, com o fito de unir debates construtivos e ações comunitárias, baseados nos  3 R’s da sustentabilidade, reduzir, reciclar e reutilizar. Desta maneira, as crianças, enquanto futuros cidadãos, devem aprender a importância da conduta individual para a transformação coletiva, no qual suas ações à comunidade, como hortas solidárias, reciclagem e doações, tornem-se o começo de um mundo mais benevolente e ambientalmente consciente.