A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A Revolução Industrial, iniciada na metade do século XVIII, representou inúmeros avanços no setor de produção, decorrente, principalmente, por conta do extrativismo de matérias primas. Embora esse movimento tenha sido fundamental para o avanço tecnológico, tal processo foi acompanhado por uma regressão na consciência ambiental, em virtude da má administração estatal as ações antrópicas . Nesse sentido, ao que tange a consciência ambientalista, o Brasil atualmente assemelha-se ao primeiro marco industrial, em decorrência seja por ineficiência de políticas públicas, seja pelos valores sociais agregados.

Vale destacar, em primeiro plano, de que forma ocorreu a construção de virtudes que negligenciam a sustentabilidade. Sob esse viés, consoante a teoria de Habitus do filósofo Pierre Bordieu, o corpo social apresenta padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente reproduzidos. Assim, aos indivíduos estarem sob a ótica do primeiro desenvolvimento industrial, foi introduzido e normalizado medidas de alto impacto ecológico através da manipulação midiática à massa social, consequentemente, esse valor postergou-se a séculos seguintes perpetuando-se hodiernamente. Logo, uma mudança de valores é fundamental para transpor barreiras a esse quadro.

Por conseguinte, segundo o princípio de responsabilidade do filósofo Hans Jones, o ser humano necessita cuidar da natureza, pois esse faz parte dela. Entretanto, atualmente, nota-se uma deturpação a esse conceito, visto que ocorre uma desvinculação da relação entre o coletivo e o meio ambiente ocasionado pela inconsciência ambiental, Desse modo, pode-se atribuir esse fator ao Estado, haja vista uma precarização educacional referente a práticas sustentáveis, uma vez que os governantes atendem aos anseios sociais, e grande parte da população não exige medidas que visam a mudança desse cenário, o que corrobora para a persistência da falta de sustentabilidade na sociedade.

Conforme informações supracitadas, ficam evidentes problemáticas à conscientização ambiental no Brasil, sendo necessário intervenções. Logo, o Ministério da Educação deve, por meio de aulas e palestras nas escolas, reestabelecer a vinculação do corpo social e a natureza, magnificando o progresso humano pelo caminho conjunto desses, com o intuito de criar cidadãos que sejam conscientes ao que concerne o meio ambiente. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente deve, através de guias básicos, informar a população de que modo essa possa praticar a garantir a conscientização na sustentabilidade, a fim estabelecer um maior número de indivíduos engajados na questão ambiental consciente.