A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Na obra pré-modernista “Triste fim de Poliquarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, grande admirador do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Hodiernamente, fora da literatura percebe-se que tal horizonte literário não mimetiza a realidade atual, visto que, o tecido social brasileiro ainda enfrenta sérios problemas, dentre eles a falta de educação ambiental nos núcleos brasileiros. Esse âmbito de iniquidade é fruto tanto do desleixo do Estado quanto do sileciamento pessoal.

Deve-se analisar, precipuamente, que o desinteresse Estatal é um fator determinante para a problemática. Segundo, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse viés, evidencia-se a falta de políticas públicas suficientemente efetivas para preservar os meios naturais. Diante desse diapasão, sabe-se que esse sentido é comprovado pelo papel passivo que o Ministério do Meio Ambiente exerce na administração do país. Nessa égide, é visível que tal órgão intitulado para promover a potencialização preservacional dos ciclos biólogicos do meio ambiente, ignora ações que poderiam realmente fomentar a preservação dos espaços naturais. Diante disso, o governo atua como agente perpetuador da falta de preservação ambiental. Logo, é substancial a dissolução desse panorama infringente .

É vital salientar, ainda, em segundo plano, que a falta de conciência ambiental no Brasil encontra terreno fértil no silenciamento da população. Acerca dessa assertiva, Habermas faz uma contribuição dizendo que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sob essa óptica, para que haja um pensamento mais crítico frente as esferas ambientais, é necessário discutir sobre. No entanto, verifica-se certa lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, pois a população se mantém passiva e calada diante tal problematização, além do que, conforme o levantamento do Ministério do Meio Ambiente, em 2019, a degradação dos espaços naturais teve um aumento de 21,3%. Nessa lógica, trazer à parte essa patologia aumentaria a chance de atuação nela.

Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada. Em vista disso, depreende-se o Poder Público, como instância máxima da administração executiva, em consonância com o Ministério do Meio Ambiente, por meio de ações: palestras, publicações em redes sociais, propagandas televisíveis e bate-papos nos centros urbanos, orientar toda parcela populacional sobre as consequências da falta de conciência frente aos núcleos naturais e como resguarda-lá, devidamente, para que, de tal forma, os espaços biólogicos possam ser preservados. Somente, assim, os ideias do major Quaresma poderão ser evidenciados .