A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

Desde a primeira revolução industrial no seculo XVIII, o mundo tem passado por um acelerado processo de industrialização que intensificou exponencialmente a ação do homem na natureza. Hodienamente, esse problema no Brasil tem como suas principais causas a busca indiscriminada pelo lucro, bem como a falta de leis mais rígidas e fiscalização pelo poder legislativo e executivo, respectivamente.

Em primeira instância é interessante destacar a moral capitalista difundida no país. No livro “O Capital” do filósofo Karl Marx, o autor trabalha o conceito de materialismo histórico que atribui como incentivo majoritário desse sistema de produção á busca pelo lucro, podendo-se sobrepor, inclusive, questões morais. Analogamente no Brasil, pela falta de responsabilidade ética observa-se catátofres como o rompimento das barragens  de responsabilidade da empresa Vale do Rio Doce que resultou, além de muitas mortes, danos cataclismicos á fauna e flora das areas contaminadas.

Em segunda instância, obseva-se o rápido desaparecimento e degradação de grande porcentagem dos principais biomas do Brasil. O filósofo Michael Focault em seu livro “Vigiar e Punir” discute a forma de poder imperante na sociedade, e para exercer tal poder o Estado precisa fazer com que o indíviduo se sinta observado o tempo todo, deste modo, desestimulando potenciais atos ilegítimos. Sob essa ótica, a ineficiência da fiscalização e falta de leis mais rígidas torna-se evidênte no país.

Urge portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, cabe aos parlamentares a elaboração de leis mais rígidas, com o uso de comissões feitas com profissionais da engenheria ambiental, biólogos e especialistas em direito a fim de mítigar tais comportamentos. Ademais, o Governo Federal por meio de destinamento de verba ao IBAMA, deverá promover a extensão de sua influência e poder para que faça valer a carta magna vigênte, combatendo, assim, a progressiva ação desmedida do homem na natureza.