A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

O Artigo 225 da Constituição Federativa do Brasil, de 1998, afirma que todos têm direito a um ambiente ecologicamente equilibrado, o qual é de responsabilidade do estado e da sociedade. Porém, a carta magnado país, bem como o conjunto de normas que o rege, ainda não foi capaz de elucidar os brasileiros sobre a urgência em preservar-se as riquezas naturais da nação. Indubitavelmente, a postura negacionista do chefe do executivo e o consumo inconsciente da sociedade civil culminam no caos ambiental observado no país.

Em primeiro lugar, V. Ex.a Bolsonaro, ao expor sua postura anti-ciência perante a sociedade, coloca à prova a isonomia de órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nesse contexto, demitiu o diretor do referido órgão pela simples divulgação de dados que atestam o aumento desenfreado de incêndios na Floresta Amazônica. Ademais, ainda acerca do desastre ambiental na região amazônica, acusou ONGs que lá exercem um trabalho fundamental de preservação ambiental, de serem  responsáveis por incendiarem a mata com o fito de prejudicarem a imagem de seu governo. Inequivocamente, a postura do chefe de Estado influencia na forma como o povo  entende as questões relativas a natureza. Dessa maneira, é esperado que os brasileiros assumam  uma postura esquiva em relação à sua responsablidade na preservação dos biomas do país.

Em segundo lugar, o mercado consumidor brasileiro se coloca passivo frente as imposições industriais. Essa situação fica clara ao se observar, por exemplo, o aumento da utilização de embalagens tetra pak no país, as quais são de difícil reciclagem. Nesse contexto, o Brasil, nação em que mais se recicla alumínio no mundo, vem dando espaço a novas embalagens simplesmente porque os consumidores não têm consciência de que os novos materiais são muito mais prejudiciais do que os que já eram utilizados _como o supracitado alumínio e o vidro. Embora algumas empresas busquem trabalhar em consonância com a conservação ambiental, é necessário frisar que sua finalidade primária é o lucro, de forma que o poder público e a população não devem deixar a cargo delas o poder de escolher se e como conservar a biosfera.

Por fim, diante da inabilidade demonstrada pelo presidente em fazer valer o Artigo 225 da Constituição Federal, o Congresso Nacional deve demonstrar vontade política em aceitar um dos três pedidos de impeachment baseados em crimes ambientais cometidos pelo presidente com o fito de defender os interesses nacionais no que tange a conservação da natureza do país. Outrossim, escolas e universidades precisam educar os cidadãos em relação à urgência em consumir pensando nos impactos causados, para construir não só um presente mas também um futuro para a nação.