A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/12/2020

A Constituição Federal de 1988 prevê como direito social a preservação do meio ambiente equilibrado de forma impositiva pela sociedade e pelo poder público, para a presente e para as futuras gerações. Isso sugere que a consciência ambiental, ou seja, a compreensão da utilização dos recursos naturais e seus impactos, é um dever imperativo pela Carta Magna. Entretanto, tal conscientização se mostra insuficiente nos dias atuais, gerando a necessidade de mudanças a curto e a longo prazo.

A priori, as mudanças a curto prazo, para a preservação ambiental da geração presente, consubstancia-se na alteração urgente de hábitos enraizados na sociedade. Tal urgência impede a reeducação social gradativa, impondo-se, por isso, que o Poder Público utilize-se da coercibilidade estatal para agravar não só a legislação ambiental para grandes crimes, como também para punir menores práticas gravosas. Exemplifica-se com o não recolhimento e separação corretos de lixo, gastos excessivos de água e outros recursos essenciais, bem como utilização desenfreada de produtos tóxicos e de difícil reutilização, entre outros.

A posteriori, em relação às gerações futuras e às mudanças necessárias de longo prazo, faz-se necessária a discussão da temática desde a base educacional para a supracitada reeducação social com consequente redução de punições. Com a consciência ambiental instaurada, cresce a imposição da sociedade para a utlização de produtos mais verdes, diminuição de consumo de produtos à base de crueldade com animais, reciclagem e reutilização de insumos e o acompanhamento da geração de lucro com base em tais preceitos.

Dessa forma,  verifica-se que, apesar da imposição legislativa brasileira, pouco se faz para aumentar a conscientização ambiental a curto e longo prazo para as gerações presentes e futuras. A fim de gerar eficácia à tal imposição a curto prazo, urge que o Poder Legislativo Municipal, por meio de comissões e reuniões, em parceria com o Ministério Público, apure e modifique as leis para aumentar as sanções imediatas aos problemas ambientais regionais. Já a longo prazo, é necessário que o Poder Executivo Municipal, em parceria com escolas públicas e privadas, por meio de projetos com pais e alunos, incentivem o conhecimento e a minimização de problemas regionais, aproximando a comunidade não só à consciência ambiental globalizada, mas também a problemas palpáveis e de forma dinâmica.