A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/12/2020
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Brasil é o país que abriga a maior biodiversidade do mundo. Nesse cenário, a floresta amazônica destaca-se pelo seu papel na regulação do regime das chuvas e na estabilização do clima global. Sob tal escopo, vê-se que sua proteção é essencial para a manutenção do bem-estar mundial. Assim, verifica-se que a falta de consciência ambiental no país é um problema grave, que tem suas origens na época da colonização e perpetua-se na sociedade contemporânea graças às políticas antiambientais promovidas pelo Estado.
A priori, é relevante ressaltar o histórico da relação do Homem com a natureza no contexto brasileiro. No período colonial, as plantações de cana-de-açúcar perseveraram em detrimento de grandes áreas de matas, as quais eram queimadas para dar espaço para esse empreendimento. Nesse contexto, ao longos dos anos seguintes, a urbanização e a industrialização se impuseram frente ao meio ambiente e criaram a ilusão de que o progresso e a sustentabilidade ambiental eram antagonistas. Desse modo, o desenvolvimento nacional baseou-se, por muitos anos, na busca pelos melhores resultados econômicos, colocando o meio ambiente em segundo plano, fato explícito na expansão da agricultura nos biomas Cerrado e Amazônico, por exemplo. Assim, percebe-se que a sociedade brasileira alienou-se no que concerne aos problemas socioambientais.
Em segundo lugar, verifica-se que o Estado, ao longo dos anos, não atuou intensamente na busca por soluções favoráveis ao meio ambiente. No contexto hodierno, por exemplo, destacam-se os retrocessos nas políticas ambientais promovidos pelo presente Governo. Sob tal perspectiva, aponta-se a tentativa do ministro do MMA, Ricardo Salles, de legalizar o desmatamento e a ocupação das áreas de restingas e manguezais, o que, de acordo com o Greenpeace, traria prejuízos irreparáveis à vida marinha. Além disso, o negacionismo governamental no que tange as queimadas e o desflorestamento no Pantanal e na Amazônia, mesmo com os dados informados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), constitui um grave problema socioambiental. Logo, percebe-se que a ausência de discernimento ambiental da população é chancelada pela instituição maior da sociedade.
Portanto, com o intuito de promover a conscientização e a proteção ambiental no país, é dever do MMA atuar de forma mais efetiva no combate às queimadas e ao desmatamento. Assim, ele deve criar um comitê, composto por órgãos técnicos, ONGs e membros da sociedade civil, voltado para a prevenção e contenção dessas problemáticas. Nesse escopo, esse grupo atuará através de canais de denúncias de crimes ambientais e comunicação preferencial com o Corpo de Bombeiros. Desse modo, os cidadãos brasileiros desenvolverão maior consciência ambiental, o que benéfico a todo o mundo.