A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/12/2020

A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, institui em seu art. 225º o dever do poder público e da própria sociedade de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Entretanto, o que acontece fora do papel é uma série de infrações que resultam no crescimento da degradação ambiental, a qual gera impactos tanto para a saúde humana, quanto para a fauna e a flora do Brasil. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Convém ressaltar, a princípio, a relação do homem com a natureza. Quanto a esse fator, é válido destacar que todo ser vivo necessita do meio ambiente, em sua totalidade, para a sobrevivência. No entanto, desde a Revolução Industrial, a exploração dos recursos naturais aumentou gradativamente devido à alta demanda de produção e, como métodos sustentáveis não eram prioridades na época, desencadeou-se graves consequências ao longo dos anos, como a desertificação dos solos, o assoreamento dos rios e a poluição atmosférica. Além disso, o processo de êxodo rural e o posterior desenvolvimento das cidades só foi possível com diminuição significativa da cobertura vegetal do país, o que ocasionou mudanças climáticas, como as ilhas de calor nos grandes centros urbanos.

Ademais, é preciso compreender que a falta de fiscalização do governo durante todo esse tempo, fez com que os impactos sobre a natureza atingisse índices muito altos. Isso porque a posição de descaso dos órgãos competentes frente aos desastres ambientais, permite que cada vez mais o homem explore o meio ambiente além do necessário, com o objetivo apenas de obter lucro. O desmatamento na Amazônia, por exemplo, tem destaque nesse cenário, visto que é ocasionado, principalmente, pelas queimadas e pela comercialização ilegal de madeira. Segundo dados do Global Forest Watch, o Brasil foi o país que mais destruiu florestas em 2019. Além do mais, devido à globalização, o consumo aumentou muito e a geração de lixo também. Porém, programas sustentáveis, como de reciclagem, coleta seletiva e reflorestamento são raros entre os estados, o que agrava ainda mais a situação.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para reverter o quadro. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, com o apoio do governo, desenvolver um sistema de monitoramento de focos de incêndio e desmatamento em cada área de preservação do país, através de torres com câmaras e sensores de fumaça, para que a qualquer sinal de anormalidade, o problema seja contido o mais rápido possível e o resposável, punido de acordo com tal crime. Além disso, a fim de efetivar a ação, esse mesmo órgão deve criar uma campanha, por meio da mídia, que vise instruir a população sobre como desenvolver hábitos sustentáveis, desde a separação de resíduos, até o consumo consciente dos resursos naturais. Assim, o problema será atenuado.