A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
De acordo com a obra “Princípio da Responsabilidade”, do filósofo Hans Jonas, uma sociedade contemporânea deve prezar pelos bens naturais, usando-os de forma consciente para promover a existência de gerações futuras. No entanto, a realidade da população brasileira é distinta do pensamento filosófico. Os visitantes se degradam o meio de forma contínua, não tendo preocupações com os resultados. Desse modo, torna-se necessário discutir sobre a falta de consciência ambiental no Brasil contemporâneo, de forma a pontuar a ignorância populacional e o descaso estatal.
A princípio, é importante ressaltar a escassez de conhecimento dos brasileiros como fator de carência da preservação natural. Essa ignorância é saliente pelo filósofo contratualista John Locke ao destacar que os seres nascem como uma “tábula rasa”, sem nenhum conhecimento, cabendo ao Estado proporcionam meios de aprendizagem. Sob tal perspectiva, a sociedade atual está à margem da consciência ambiental pois uma estrutura estatal oferece uma educação precária, não ensina sobre uma promoção do meio ambiente para as categorias, como fez Jonas. Dessa forma, sem meios de aprendizagem ambiental é incoeso a exigência do cuidado com a natureza.
Ademais, a negligência do poder público é a raiz causadora da consciência sobre o meio ambiente. Assim, uma cegueira proposta pelo português José Saramago em sua obra “Ensaio sobre a Cegueira” é análoga à omissão do Estado perante os problemas ambientais. Visto isso, o poder estatal preza apenas pela economia, já que a exploração e a extração dos recursos minerais e orgânicos é benéfico ao capital, de forma a desprezar os prejuízos e a responsabilidade futura gerada. Logotipo, enquanto o governo para o cego, não haverá um cuidado ambiental com o país.
Portanto, foram discutidas causas políticas e sociais da falta de consciência ambiental no Brasil atual. Por isso, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável por promover meios de aprendizagem - a mudança no cenário hodierno de função ambiental, por meio da efetivação de disciplinas sobre a criação do meio ambiente em instituições educacionais. Essas medidas têm um grau de intitular a consciência e o conhecimento sobre o meio natural. Em conjunto, o Poder Federal deve promover projetos em função da preservação do meio ambiente brasileiro, mediante leis e fiscalizações, principalmente em florestas ameaçadas. Por resultado, o governo estimulará a consciência ambiental e a responsabilidade proposta pelo filósofo ambientalista entrará em vigor no país.