A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/12/2020
Apesar de o Brasil ter sediado duas conferências mundiais de meio ambiente, a Eco 92 e o Rio +20, o rompimento da barragem de Brumadinho em Minas Gerais demonstra que o país ainda não apresenta uma responsabilidade ambiental adequada. Logo, faz-se necessária a discussão sobre a causa e o efeito da inconsciência ambiental no país verde-amarelo: o forte desenvolvimento não sustentável e a alteração do equilíbrio dos ecossistemas de paisagens distintas.
Em primeiro plano, a forte inclinação política brasileira ao desenvolvimento capitalista, como a expansão do agronegócio com uso das queimadas para criação de locais de pastagem, visando apenas ao lucro, sem considerar os danos ao meio ambiente é um problema alarmante. Nesse sentido, é possível afirmar que assim como a catástrofe de Brumadinho foi um exemplo disso, as queimadas no Pantanal, em 2020, superam 10 vezes a área de vegetação natural perdida em 18 anos, de acordo com o portal G1. Logo, precisa-se de um aumento da fiscalização por parte do poder público para evitar acidentes naturais futuros.
Em segundo lugar, tais queimadas diminuem o nível de água nos rios, contribuindo para a extinção da biodiversidade no Pantanal. Outrossim, tais atos danosos ao meio ambiente, também afetam o ser humano, de modo a aumentar as chances de aparecimento de doenças respiratórias e emissão de gases do efeito estufa, que não só aumentaria a média da temperatura anual no Brasil, como também no mundo. Todavia, a Constituição de 1988 afirma que todos possuem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o que demonstra que existem leis que respaldam o meio ambiente e a sociedade, mas, há falta de ética e consciência coletiva, a fim de preservar a Terra para as futuras gerações.
Dessa forma, para diminuir os danos causados no Brasil pela insuficiência de preservação ambiental, a comunidade científica e grupos ligados ao meio ambiente, por meio das redes digitais, devem disseminar informações sobre a questão da sustentabilidade no Brasil, auxiliando no amadurecimento decisivo da população em relação ao atual estado do país e como a população deve se reunir para expor sua preocupação para com a biodiversidade brasileira. Assim como numa eleição, em que o povo escolhe seu representante para o cargo de presidente, a população reunida pode alterar o atual rumo destrutivo a qual as zonas de preservação estão se encaminhando devido a atividade antrópica e inobservância estatal, o que por fim, aumentará as chances de haver um mundo existente com recursos naturais para o desenvolvimento de novos cidadãos.