A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/12/2020
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando de percurso, a falta de consciência ambiental no Brasil é um problema. Com isso, ao invés de agir como a força capaz de mudar esse movimento, o interesse financeiro e o descarte incorreto contribuem para que esse movimento permaneça de forma errônea.
É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores para que esse problema continue é o interesse financeiro. Esse fator é visto na cidade de Brumadinho, onde a população sofreu com o rompimento de uma barragem, a consequência disso foi a contaminação do solo, morte de centenas de animais e pessoas. Em adição, a empresa responsável pela barragem segue sem pagar indenização ou reparar os danos causados no meio ambiente. Além disso, a barragem já apresentava falhas e ameaças de desabamento, mesmo assim, a empresa continuou usá-la. Em suma, observa-se que essa atitude comprova que os interesses financeiros são maiores do que a valorização da fauna e flora brasileira.
Ademais, outro agente que fomenta para que esse trajeto permaneça de maneira errada, é o descarte incorreto. Tal agente é explicitado no filme’’ A Água que Falta’’, o qual mostra os efeitos do lixo quando jogados em rios ou mares, contaminando as águas, prejudicando e matando a vida marinha. Todavia, esse péssimo hábito de descartar lixou ou outras substancias no mar não se mantêm apenas no filme, tendo em vista o ocorrido em 2019 no Rio de Janeiro, onde houve um grande descarte de petróleo no oceano, e em comum com o filme, matou muitos animais marinhos. Logo, é inquestionável a contribuição dos interesses monetários e do despojo incorreto quando se diz respeito a falta de consciência ambiental no Brasil.
Evidencia-se, portanto, que essa problemática permanece no mesmo caminho, impactando não só a vida humana, mas todo o ecossistema brasileiro. Nesse viés, cabe às escolas, por meio de educação ecológica, ensinarem as crianças desde pequenos a separarem o lixo e o jogarem em um local correto, com a ajuda de campanhas, os professores devem orientar os alunos a tentarem produzir menos lixo, optando por sacolas de pano, embalagens de vidro ou utensílios reutilizáveis, com o auxílio de rodas de conversas, os alunos devem debater maneiras de conscientização ambiental e meios de ajudar a vida marinho e amenizar os impactos já causados pela raça humana, a fim de que as crianças cresçam com consciência ambiental e que não descartem lixo em rios e mares, como visto em ’’ A Água que Falta’’ ou como no Rio de Janeiro. Somente assim, o percurso citado por Newton seria mudado.